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Resenha: Born Free (2016)

Álbum de Lira

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Algumas faixas poderiam ser mais enxutas

Por: Roberto Rillo Bíscaro

04/01/2021

Liberdade e afirmação da identidade negra e pessoal são temas no sexto álbum de estúdio da sul-africana Lira, Born Free.

Lira significa amor em sotho e sua voz é forte, mas cristalina. Born Free poderia ser mais curto; números como Listen e Let There Be Light nem são tão inspirados, mas tomam quase 13 minutos de um álbum que não se decide se é chique urbano ou mais voltado pra raízes. Dependendo de como se enxerga essa dualidade pode-se usá-la contra a mensagem de afirmação identitária da trip-hoppada Unique ou como celebração de diversidade; escolha.
Freedom e Born Free ressaltam muito bem o poder vocal de Lira, porque os arranjos são espartanos. Be About It mistura africanidade dançável a teclado de fundo geladinho. Os efeitos de teclado que soam como um Pokémon gay (pokemona?) murmurando ficariam mais legais se Brave Heart fosse balada um bocadinho mais curta. I Like You acerta bem mais que as baladas mais cumpridas. Em 4 min. e pouco cativa mais do que os 5 e pouco ou 6 das demais. 

A porção sophistipop me agradou mais, como Rhythm Of Your Heart e sua bossa-jazz-soul de vernissage. Sekunjalo e Vaya são delícias em sotho; a primeira é super Les Nubians e a segunda cheira a bossa-nova.

O arraso de Born Free é Let Go Sometimes, que por si só justifica você nadar até a África do Sul, se necessário, para ouvi-la. Letra de dor de amor por escolher o bofe errado, trompete, quase nível Sade; para ouvir imaginando sofrimento, em lençóis de cetim vermelho.

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