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Resenha: Gold (2016)

Álbum de Iyeoka Ivie Okoawo

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Às vezes, o ativismo atrapalha a música

Por: Roberto Rillo Bíscaro

02/01/2021

Iyeoka Okoawo é multitarefas: cantora, poeta, palestrante, ativista e educadora. Natural de Boston, em julho, de 2016, lançou seu quarto álbum de estúdio, Gold, que afirma suas raízes africanas tanto em música, quanto em letra. Louvável autoidentificação que às vezes atrapalha a música, como na dancehallica abertura Who Would Follow, cuja letra nem sempre se encaixa na melodia provocando atropelos para a cantora de voz grave e cristalina. Sweet Song é falada, então fica um pouco entediante, ainda que nela aprendamos que Iyeoka significa “quero ser respeitada”. O desejo de controlar narrativamente sua história funciona bem melhor em Thunder, power baladaça quase digna dos áureos tempos de Phil Collins como importante no cenário pop.

A parte dançante de Gold é a pepita. Milk And Honey une guitarra funk a climão de ferveção de boate. Se café sem açúcar mantinha Peggy Lee acordada para amargar deprê, Iyeoka fica lôka de T com Black Coffee. A batida africana de Kola Nut e Akomem Of Udomi dá vontade de correr dançando pela savana ao mesmo tempo que se conscientizando sobre a tristeza africana.

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