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Resenha: É Proibido Fumar (1964)

Álbum de Roberto Carlos

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Roberto Carlos investe no Rock’n’Roll...com sucesso!

Por: Débora Arruda Jacó

20/11/2020

Em agosto de 1964,  Roberto Carlos lançou o terceiro álbum de sua carreira: “É Proibido Fumar”. O álbum é basicamente de gênero rock’n’roll, porem transita entre o surf rock e o rockabilly. Trabalho primoroso, que traz vários sucessos – alguns de autoria de Roberto e Erasmo Carlos e outros de compositores famosos naquele tempo tais como: Rossini Pinto, Jovenil Santos e Helena dos Santos. Conta com diversas versões de sucessos do rock norte-americano e cá entre nós: algumas dessas versões até que se saíram bem melhores que as originais... Vamos às analises individuais dessas faixas.

A primeira música é a faixa título, “É Proibido Fumar”: ótimos arranjos que contam com belos solos de guitarra e linha de baixo primorosa. A letra é uma parceria da dupla Roberto e Erasmo Carlos e é uma “mensagem” para os fumantes, que eram tão comuns naquele tempo. De fato, era necessário alertar esse pessoal. Em termos musicais, um verdadeiro clássico. A segunda é composição de Rossini Pinto: “Um Leão Está Solto Nas Ruas”. Uma canção bem humorada, de ritmo contagiante e que só possui um defeito:  dura apenas 1 minuto e 57 segundos! A terceira faixa é a singela balada “Rosinha”, composta por Oswaldo Audi e Athayde Julio. A próxima é “Broto Do Jacaré”, de Roberto e Erasmo: surf music no melhor estilo Beach Boys, mas com sutil brasilidade. Impecável.
“Jura-Me” é uma composição de Jovenil Santos: se trata de uma balada de amor. Podemos considerar como uma representação do estilo iê-iê-Iê brasileiro. Bem bonita, com destaque para um belo solo de saxofone. A seguinte é outra balada: “Meu Grande Bem” composta por Helena dos Santos – é uma canção romântica. Apresenta arranjos suaves, com destaque para riffs de guitarra que não são pesados ou velozes, mas que complementam ainda mais a faixa. 
A próxima faixa é o clássico “O Calhambeque”, a maravilhosa versão que Erasmo fez da música “Road Hog”, de John e Gwen Loudermilk. Letra divertida e que Roberto interpretou de forma ímpar. Ótimos arranjos e sonorização do calhambeque, o “protagonista” da história. Particularmente, gosto mais da versão do “rei” do que da original. Maravilhosa canção. A seguinte é composição de José Messias: “Minha História de Amor”, com arranjos que lembram um pouco o twist e o surf rock ao mesmo tempo. A letra é de temática amorosa, mas sem apelar para a “sofrência”.  A nona faixa é a versão de Erasmo Carlos da música “I Was Born To Cry” (Dion DiMucci): “Nasci Para Chorar” -  a letra triste não foge muito da versão original. Roberto a interpreta muito bem. “Amapola” é a versão “Be-Bop” (ou doo-wop, como consta na Wikipédia) da canção original de Lacalle. Roberto transforma uma música “triste” em uma alegre canção de amor.
“Louco Não Estou Mais” é uma composição de Roberto e Erasmo Carlos. Basicamente, uma canção de amor, com sonoridade “doo-wop” que também lembra um pouco o twist. Outro momento memorável.  A última faixa do álbum é uma versão de Roberto Carlos da original “Unchain My Heart” (F.James e A. Jones): “Desamarre O Meu Coração” uma bela balada rock que ficou muito boa. Destaque para a guitarra, muito bem executada.

Enfim, um clássico que vale muito a pena ser conferido!

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