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Resenha: Flowers (2001)

Álbum de Echo And The Bunnymen

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Echo And The Bunnymen nos anos 2000!

Por: Débora Arruda Jacó

18/11/2020

O Echo And The Bunnymen é com certeza, um dos melhores grupos dos anos 1980. Ao longo de sua carreira, o grupo lançou treze álbuns de estúdio. Na presente resenha, analisarei o álbum de 2001, “Flowers”.  A capa do álbum, já chama a atenção: trata-se de uma foto do período vitoriano, aparentemente uma família – uma escolha de bom gosto! Embora, o trabalho não apresente o brilhantismo de outrora, conta com bons momentos. Dos integrantes originais, apenas dois (Ian McCulloch – vocalista e Will Sergeant, guitarrista) estão no grupo. 
“Flowers” apresenta sonoridade pop – rock, que remete ao psicodelismo dos anos 1960, mas isso não quer dizer que o álbum não flerte com sonoridades mais modernas. Will Sergeant teve uma participação marcante nesse trabalho e Ian McCulloch “figurou” mais como vocalista dessa vez. 

A primeira faixa é “King of Kings”, com belos sons de guitarra e ao mesmo tempo, um pouco “arrastada”, talvez pela letra densa. Os versos falam de um suposto encontro na colina com Jesus, que parece estar decepcionado por ter de usar “asas quebradas e perdido sua coroa”. Pode-se dizer que é uma canção de reflexão. A seguinte é “Supermellow Man”, que apresenta uma boa introdução instrumental, mas quem conheceu McCulloch nos meados dos anos 1980, vai provavelmente perceber, que o vocalista já não apresenta o mesmo potencial vocal – excessos de drogas e álcool podem ter contribuído para o quadro. A terceira faixa é “Hide & Seek”: apresenta um início suave, com solo de guitarra que vai evoluindo conforme a voz de McCulloch vai tomando “força” e então, a canção se torna mais pesada. Interessante.
A quarta música é “Make Me Shine”, com belos riffs de guitarra e uma simpática letra de amor combinada à uma melodia “alegre”, de sonoridade positiva. A quinta faixa é a pesada “It’s Alright”, no melhor estilo “Echo And The Bunnymen anos 80” e com certeza, uma das melhores do álbum. “Buried Alive”, apresenta belos riffs de guitarra (lembra vagamente “Heroes” de David Bowie) e a letra menciona a morte: “...Não chore/É apenas a morte da luz/Tempo para nos despedir...”. Não poderia dizer que trata-se de um letra gótica, pois segundo consta, McCulloch detestava ser considerado gótico ou dark...Vai entender?! A sétima é a faixa título “Flowers”, uma balada rock que atesta também, alguns sinais de deterioração da voz do cantor Ian, embora a sonoridade instrumental se apresente de maneira eficaz. “Everybody Knows” é a canção oito: inicia com bonitos riffs e distorções de guitarra, em meio a uma sonoridade pesada, mais do que a faixa anterior. A nona faixa é “Life Goes On”, que além dos bons riffs, também conta com leves toques de teclados. A canção “An Eternity Turns”, com título e letras contundentes apresenta introdução marcante, pesada e que lembra muito a sonoridade dos primeiros trabalhos do grupo. É uma boa música. E finalizando o álbum, temos “Burn For Me”, que apresenta sonoridade suave, lembrando um pouco o U2, o que é normal por se tratar de dois grupos surgidos na mesma década. A parte instrumental é bonita: riffs de guitarras, linha de baixo bem executada e teclado bem executado. 

“Flowers” pode não ser um trabalho excepcional, mas para os parâmetros atuais podemos dizer que sim, é um bom álbum. O Echo And The Bunnymen continua sendo relevante.

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