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Resenha: Power Up (2020)

Álbum de AC/DC

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A fênix hard rock ressurge ousada como de costume!

Por: Diogo Franco

13/11/2020

Esperar inovação do AC/DC é o mesmo que tentar ensinar tango a um mamute, ou seja, impossível! Mas, antes que os chatos de plantão venham reclamar, saibam que o bacana de escutar esses australianos da pesada é justamente isso: a fórmula esperada, porém gostosa, sacolejante e certeira. Com eles não tem erro, se você odeia vai continuar odiando e se você ama pode ouvir sem susto porque isso aqui é rock n' roll na veia, na mais pura essência.

Totalmente energizado ( perdoem o trocadilho infame), o AC/DC ressurge como fênix após um período crítico para todos os integrantes, tais como o baterista Phil Rudd, que foi afastado da banda por ter sido sentenciado a oito meses de prisão domiciliar após se confessar culpado de acusações de ameaça de morte e porte de drogas, a aposentadoria do baixista Cliff Williams, e os problemas médicos de Brian Johnson, além é claro da morte de Malcom. Mas vamos às canções. A abertura fica por conta de Realize, uma música que poderia estar facilmente no maravilhoso Stiff Upper Lip, emendando com Rejection, com aquela velha guitarra já manjada e que todos amamos, overdrive seco, batida coesa e baixo presente. O single Shot In The Dark já havia deixado os fãs enlouquecidos quando saiu como prévia do disco no dia 7. Guitarras poderosas e um refrão marcante, com a voz de Brian soando incrivelmente em forma. O passeio pelo disco continua, com a banda nos fazendo balançar o esqueleto a cada canção e quando nos damos conta nos deparamos com Demon Fire, uma mistura de Whola Lotta Rosie com Shoot to Thrill versão 2020. Wild Reputation começa com seus acordes quase limpos, pra em seguida surgir com uma batera marcante, baixo pulsando numa vibe incrivelmente sexy. Systems Down é uma das melhores do disco, com um clima mais sério e agressivo, perfeito pra fazer o mais brucutu dos headbangers bater cabeça. Aliás, que refrão espetacular tem essa música. Money Shot, apesar de não fugir a regra, soa meio como sobra no meio de tanta coisa boa, não compromete mas também não empolga muito, por conta do refrão chatíssimo e fraco. Code Red poderia se chamar Back In Red, tamanha a semelhança com o clássico de 1980. Esse disco é um verdadeiro tributo à Malcom Young, com muitas ideias dele inclusive, segundo o próprio Angus confessou durante as gravações. Esse álbum é o atestado de dignidade de uma banda que não precisaria nem sequer continuar a gravar, mas segue firme mostrando que ninguém pode parar o rock n' roll. A verdade é que, por mais que critiquem o AC/DC por usar fórmulas repetidas, ninguém consegue ficar inerte ao som da guitarra  de Angus e Stevie, o vocal característico de Brian Johnson e a sincronia perfeita da cozinha baixo/bateria de Phill e Cliff. Para alegria geral dos amantes de rock n' roll, o Ac/Dc ressurge mais poderoso do que nunca, fazendo o que sabe fazer de melhor, e ensinando à galera mais nova também.

Esse disco é infinitamente superior aos 2 últimos (Rock or Bust e Black Ice), provando que os caras são uma força necessária na música pesada. Macacos me mordam se esse disco não é no mínimo genial e se você não concorda ouça de novo porque fatalmente você ouviu errado. Não tem como não gostar disso aqui!

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