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Resenha: Sheer Heart Attack (1974)

Álbum de Queen

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O primeiro grande disco do Queen

Por: José Esteves

09/11/2020

Com a recepção do segundo álbum sendo ainda mais fria do que a da estreia e o Brian May entrando e saindo de hospitais por diversas razões, a banda lança o terceiro álbum, Sheer Heart Attack. A experiência de ser apoio para outra banda não agradou Freddie Mercury (no caso, uma turnê apoiando Mott the Hoople), mas esse álbum alçou-os a fama, com o primeiro hit single “Killer Queen”. Muito consideram esse álbum como um dos melhores do Queen, além de ter sido o primeiro de uma série de álbuns que foram fantasticamente recebidos na década de 70, conquistando certificação ouro.

Algo aconteceu nesse álbum que nos outros não aconteceu. Ainda existe aquele elemento de atirar para todos os lados, é um álbum bem difícil de classificar por se apoiar em diferentes gêneros e mudar de estilo de faixa em faixa, mas todas as faixas são o melhor que o Queen tinha a oferecer. É um álbum sem momentos baixos, com o Brian May e o Roger Taylor destruindo na sua guitarra e na sua bateria, como se mandassem na banda, e é claro, o Freddie Mercury colocando um laço de fita no projeto todo e mandando bala. Um álbum de hard rock divertido, leve e variado em demasia: talvez por ter achado uma leveza ao invés de se jogar no metal, a banda tenha atinado para um novo estilo que faltava para a década.

Os momentos de variação de rock são bem interessantes, sem ficar muito pesado: o mais pesado é o início da medley, “Tenement Funster”, feito pelo Roger Taylor (que por sinal, fez uma música que se encaixa perfeitamente no álbum), mas é mais um hard rock do que um metal para qualquer interpretação da palavra. De leve, tem a inspirada em doo-wop “Bring Back that Leroy Brown”, a levíssima “Misfire”, a balada de piano e harmonia vocal “Dear Friends” e “Lily of the Valley” e, é claro, o hit do hard rock “Killer Queen”, com uma daquelas evidências de guitarra perfeitamente Queen que só o Brian May conseguia fazer.

A melhor faixa do álbum é a abertura, “Brighton Rock”, basicamente por duas razões: a primeira é que o vocal do Freddie Mercury é explosivo, expansivo e volumoso, ele faz o que quer quando quer e fica perfeito; e a guitarra do Brian May, que para a música para dar um show de solo para deixar qualquer um de boca aberta. É com certeza o primeiro momento de pura proficiência que a banda apresenta, e é impossível não encarar ambos como monstros das suas áreas, e colocar essa faixa como abertura do álbum é uma aposta pesada.

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