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Resenha: Ordinary Man (2020)

Álbum de Ozzy Osbourne

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Um esforço fenomenal do Rei das Trevas

Por: José Esteves

02/11/2020

Dez anos depois do último disco solo e sete anos depois do último disco do Black Sabbath é o tempo que o Ozzy decidiu para lançar o próximo projeto dele. Com Chad Smith do Red Hot Chili Peppers, o Duff McKagan do Guns n Roses e convidados especiais incluindo Slash e Post Malone, o disco foi muito bem recebido, com gente comparando com os trabalhos anteriores do Black Sabbath.

Esse disco tem algumas falhas que vale a pena enfatizar inicialmente: o vocal do Ozzy não está muito bom, o que é um sinal claro de que ele obviamente não é mais o cantor de cinquenta anos atrás e de que não fizeram muito processamento na voz dele; e o disco começa rock e vai se inclinando aqui e ali a balada pop, ficando algo ruim nas últimas duas faixas do disco. Com isso tudo sendo dito, o disco é fantástico. A banda acerta em cheio o clima do disco (não é a toa, os músicos são todos de ponta) e as baladas melancólicas mais Black Sabbath fazem você sentir o peso do que o Ozzy representa nos dias de hoje, sendo palpável o esforço que o cara está fazendo para lançar um disco com mais de setenta anos.

Como dito antes, o disco começa bem heavy metal (“Straight to Hell”) e caminha para uma coisa mais universal até o final do disco, passando pelo arena rock (“Under the Graveyard” você sente que vai fazer muito sucesso nos shows ao vivo), o bobo/esquisito (“Scary Little Green Man” é um rock mais mainstrem sobre aliens muito divertida), até chegar em duas faixas com Post Malone que são visivelmente a pior parte do disco (“It’s a Raid” e “Take What You Want”, parece que tiraram o Ozzy da equação composicional). Uma faixa que vale a pena mencionar aqui é a quarta, “Ordinary Man”, que tem um featuring do Elton John, dois estilos que simplesmente não combinam, mas que não fica horrível: o piano do Elton John funciona bem no contexto.

A melhor faixa do disco é a antepenúltima, “Holy For Tonight”, uma balada melancólica, com coral cordas e um clima de despedida tocante, com um solo de guitarra muito bom (que não se encaixa 100%, mas ainda é bom). A bateria do Chad Smith funciona muito bem, sendo bem sutil complementando o vocal do Ozzy.

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