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Resenha: Roberto Carlos (1978)

Álbum de Roberto Carlos

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O álbum de 1978 do “Rei” Roberto Carlos!

Por: Débora Arruda Jacó

01/11/2020

Roberto Carlos é sem dúvidas, um dos maiores nomes da MPB: suas canções em algum momento, fizeram parte da vida dos brasileiros.  Alguns até podem não gostar de sua música, mas negar a importância de RC seria de alguma maneira, negar parte da história da arte brasileira. E a obra de Roberto Carlos, tem muito mais pontos positivos do que negativos. Sem contar que o trabalho do artista, consegue ser admirado por diversas gerações – desde os fãs do iê-iê-iê, os saudosistas românticos até os atuais adeptos do padrão FM. Não tem como não gostar de pelo menos uma fase de RC. Em “homenagem” à Minha Mãe, realizo a presente resenha.

Roberto Carlos (1978) tem onze faixas, sendo que ao menos seis, se tornaram hits; E canções boas, por sinal. O estilo predominante é o romântico, mas também apresenta momentos diferenciados (religiosidade/homenagem/música latina). A primeira faixa, aludindo o estilo gospel/religioso é “Fé”, uma bela canção. RC é um dos poucos artistas que interpretam temas religiosos, de maneira suave e acessível – sem ficar “doutrinando” ninguém. A segunda é a romântica “A Primeira Vez”, com uma orquestração suave e bonita, combinando com a letra de temática amorosa. A terceira faixa “Mais Uma Vez”, de Maurício Duboc é para os mais românticos. O ponto forte aqui são os belos arranjos de Eduardo Lages, o maestro de RC. A próxima, é uma linda homenagem que o Cantor fez para sua Mãe: “Lady Laura” mesmo que alguns considerem o refrão “repetitivo”, é uma delicada canção que demonstra o grande amor de seu filho (RC) pela mãe. Os arranjos são bonitos e a voz de Roberto Carlos está linda. “Vivendo por Viver” é uma canção escrita por Márcio Greyck: acredito em se tratar de um momento feliz do compositor e de Roberto, que a interpreta muito bem. “Música Suave”, composta por Roberto e Erasmo é uma bela composição que é capaz de apaixonar “um coração de pedra”. Lembra um pouco, o estilo de Frank Sinatra.
A próxima faixa é “Café da Manhã”, mais uma delicada parceria musical de Roberto e Erasmo Carlos: romântica ao extremo e que conta (novamente) com os belos arranjos comandados de maneira competente por Eduardo Lages. A oitava canção é uma composição de Isolda: “Tente Esquecer”, uma canção “confessional” de amor e separação. A nona faixa é um dos melhores momentos do trabalho: a belíssima “Força Estranha”, composição do genial Caetano Veloso e interpretada de maneira sublime pelo “Rei” que é acompanhado pelos lindos arranjos. Excelente!
A décima é “Por Fin Mañana” é mais uma das incursões de Roberto Carlos pela música latina: trata-se de uma composição de Armando Manzanero, compositor mexicano. E encerrando, temos a faixa “Todos os Meus Rumos” composição de Fred Jorge que inicia com um belo piano e apresenta no decorrer da canção, versos como: “E por mais que eu tente/Desviar meus passos/Eu acabo sempre nos seus braços”. De forma bem romântica, finaliza o trabalho com estilo e elegância.

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