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Resenha: Tiny Music...Songs From The Vatican Gift Shop (1996)

Álbum de Stone Temple Pilots

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O terceiro álbum do Stone Temple Pilots

Por: Débora Arruda Jacó

30/10/2020

O Stone Temple Pilots (Conhecido também como STP) é certamente, um dos grupos mais queridos de todos os tempos. No início da carreira, o grupo não era unanimidade entre os críticos, o que motivou os integrantes a darem “novos rumos” à sonoridade apresentada no álbum de estreia “Core” (1992) – os rapazes sabiam que tinham realizado um bom álbum, mas precisaram provar que tinham identidade própria e qualidade musical e o primeiro passo, foi o álbum “Purple” (1994), que conseguiu mostrar que sim, tinham personalidade.  Não satisfeitos, no ano de 1996, lançaram o álbum “Tiny Music...Songs From The Vatican Gift Shop” que finalmente, conseguiu capitanear positivamente o STP. Feita a introdução, iremos à análise desse interessante trabalho.

“Press Play” inicia o álbum: é uma faixa de curta duração, instrumental que tem a participação dos quatro integrantes (Scott Weiland fez a percussão) – pode ser considerada uma introdução para a próxima. “Pop’s Love Suicide” apresenta bons riffs de guitarra de Dean DeLeo, sempre bem acompanhado do baixo executado pelo irmão Robert e também pela bateria precisa de Eric Kretz. Scott Weiland apresenta bons vocais, distanciando-se dos timbres realizados no álbum Core (1992) – fora que o cantor tinha muito carisma... Deixou saudades. “Tumble in the Rough” é um rock bem legal, que transita entre o hard rock dos anos 1970 e o punk. A quarta canção é a clássica e maravilhosa “Big Bang Baby” uma das minhas preferidas, a música que me motivou a conhecer mais o grupo: considero ser um belo “revival” ou homenagem ao rock psicodélico, aliado a um pop - rock maravilhoso e que agradou (e ainda agrada) os ouvintes de rock e mesmo, os de “padrão FM”. Não tem como não amar essa música!
A quinta faixa é a “romântica” “Lady Picture Show”, bem conhecida: é uma canção suave, um pouco melancólica e que apresenta uma sonoridade que nos faz lembrar, (vagamente) The Beatles e ainda assim, consegue soar “rock” em parte, pelo bom trabalho de guitarra de Dean. A próxima é “And So I Know” que flerta com a bossa nova. É bonita e suave. A sétima música é outro clássico do pop – rock: “Trippin’on a Hole in a Paper Heart” que inicialmente dá as caras como rock “pesado” e até mesmo um pouco agressivo, mas que aos poucos vai envolvendo nuances pop, tornando-a acessível. Scott desempenha um belo vocal, e aproveita para mandar o seu recado: “Eu sou, eu sou, eu disse que não sou eu mesmo/Mas não estou morto e não estou a venda”. Contundente, marcante e inesquecível. A oitava faixa se chama “Art School Girl” que inicia um pouco na “surdina”, mas que aos poucos vai se transformando em um rock “agitado” em partes, por seu refrão que soa um pouco inusitado e estranho. A “Garota da Escola de Arte” deve ter marcado muito a vida do compositor principal (Robert DeLeo) ...
A próxima canção é “Adhesive”. É interessante, com bons arranjos e destaque para os riffs de Dean que estava em plena forma na execução e criação do álbum: no final da canção, tem um solo de saxofone que dá um “ar” requintado. A décima faixa é a interessante “Ride The Cliché” que mesmo tendo o cliché no título, não se trata de uma canção “mais do mesmo”, pelo contrário: tem um ótimo arranjo, Dean e Robert são bem acompanhados pela bateria coesa de Kretz e o vocal competente de Scott. “Daisy” a penúltima, conta com a competente guitarra de Dean, linha de baixo bem executada por Robert: tem um toque de blues que dá charme e beleza para essa faixa instrumental. “Daisy” lembra vagamente, partes instrumentais de “Big Empty”. 
A última faixa é “Seven Caged Tigers” que apresenta ótimos riffs de guitarra e interpretação competente de Scott Weiland, fechando com muito estilo o álbum. Muitos a consideram como um “clássico” do STP. 

Enfim, um dos melhores trabalhos desse ótimo grupo. Vale muito a pena conferir!

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