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Resenha: Fire Fire (1989)

Álbum de EZO

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Rock do Sol Nascente (parte II)

Por: Marcel Z. Dio

25/10/2020

Gostaria de fazer uns reviews sobre o Loudness e farei num futuro breve. Mas, antes, tenho que sanar minha dívida com o segundo e derradeiro álbum do nipônico Ezo.
Retornando ao fim do texto escrito para o primeiro disco, volto a frisar que esse grupo deveria ter vida mais longa, pois qualidade tinham de sobra e o rock feito era parelho e até melhor que muitas bandas americanas da mesma linhagem.
Digo ainda que a roupagem extravagante e glam da qual os membros abusavam, não refletiam tanto no som, era apenas um lance de tendência que qualquer outra coisa. Por isso o grupo pegou por tabela o apelido de glam na cena japonesa.

O primeiro disco foi produzido por Gene Simmons e com esse a mudança cai para o nome de Stephan Galfas.
Fire Fire é uma sequencia melhorada e mais pesada em relação ao debut, com faixas de certo apelo sem abrir mão de riffs grandiosos ou perseguir o obsessivamente o mercado americano como fez o Loudness com Thunder in the East, porem, convenhamos que era muito cedo para fazer isso num segundo disco, e ... infelizmente por problemas internos e outros fatores que fogem de meu conhecimento, a banda dissolveu-se mesmo tendo por trás o selo grandioso da Geffen Records. Sorte do vocalista Masaki Yamada que juntou-se ao Loudness entre 1992 e 2000.

Se o primeiro registro ficou marcado pela espetacular "House of 1,000 Pleasures" e também por Flashback Heart Attack, em Fire Fire encontramos verdadeiros artesões de riffs estrondosos em obras como Love Junkie, "Night Crawler", "Wild Talk" e "She's Riding the Rhythm".
E por fim a canção homônima e sua letra sobre a visão da guerra, onde o grande estardalhaço de tanques e mísseis são sentidos nos ouvidos, em uma progressão inesquecível de guitarra, que lhe credita ser tão especial quanto "House of 1,000 Pleasures".

Colocando na balança e sem deixar pesar o apego pela estréia, tenho que declarar Fire Fire o vencedor, mesmo que seja apenas por um metro a frente.
Felizmente após mais de trinta anos da morte precoce do EZO, as duas obras estão ai, de bandeja para que os mais novos mergulhem de ponta nesse mar do rock japonês, que destinou ao mundo : Loudness, Anthem, X Japan, Bow Wow e o Ezo.

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