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Resenha: Magica (2000)

Álbum de Dio

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Seu melhor disco depois de Holy Diver

Por: Marcel Z. Dio

24/10/2020

Quando se discute a discografia de Ronnie Dio, de imediato surgem os dois primeiros discos, o espetacular Holy Diver vs o excelente The Last Line. Depois desse feito, considerado por muitos como insuperável, Dio baixou a guarda e para muitos não conseguiu repetir a dose, apesar de lançamentos excelentes como Sacred Heart e Strange Highways.

Remando contra a corrente, coloco Mágica como segundo melhor trabalho, a superar até mesmo The Last in Line e perder somente para Holy Diver. 
O que mais surpreende em Mágica é que ele realmente tem o feitiço de ficar melhor a cada audição. É um tanto estranho dizer isso, pois qualquer coisa que se repita por muitas vezes tende a perder a graça, o que não é o caso deste.
Moderno e com produção impecável, o álbum (conceitual) foi originalmente planejado para ter três partes, e por motivos óbvios ficou somente por aqui. Como o nome deixa a dica, as letras eram sobre o tema magia, escuridão e aliens.

O sonho de muitos era ver essa trilogia terminada, inclusive o meu. Dispensaria até a volta do Heaven And Hell para apreciar sua conclusão.
Mágica como disco conceitual, mantem-se em alta por todos os momentos, e o entrosamento da banda fala por si. Craig Goldy está em sua melhor forma e aplica solos e riffs que sepultam de uma vez por todas os que duvidam de seu potencial. Simon Wright tem a batida perfeita e Jimmy Bain sempre seguro nos graves palhetados que dão complemento ao resto.
Sobre Dio, é "piove sul bagnato", sua voz de trovão ecoa e brilha como sempre.

Portanto, citar uma ou outra faixa que roube a cena, é leviandade. Posso destacar minhas preferidas, como a sombria Lord of the Last Day, Fever Dreams, Turn To Stone, Feed My Head, e a melhor balada feita por Ronnie James Dio, uma perola chamada As Long As It's Not About Love, cuja a introdução arrepia da cabeça aos pés. A interpretação do cantor é tão comovente que as palavras fogem para sequer tentar elogios, testificando mais uma vez que Dio não foi só uma voz potente, ele sentia nota por nota o que cantava, vivia aquilo !.

Magica saiu com um bônus, mas esse só foi lançado no Japão. Trata-se de Annica, uma boa instrumental que aposta forte nas guitarras de Craig Gold.

Antes de terminar, faço ressalva ao capricho de Dio ao fazer uma pequena viagem de dezoito minutos recitando sobre a história da mágica, isso no fim do CD.
Vale comprar a mídia com a caprichada arte da capa com um encarte extra na citada narração para "Magica Story", ao que dizem ser uma faixa bônus de versão limitada. Tenho dúvidas quanto a isso, pois creio que todos os CD(s) venham com esse encarte e narração. Portanto se alguém possuir o produto sem a mesma, deixe esclarecimento nos comentários.

Deixo como presente uma tradução (legenda) encontrada no youtube para Magica Story, aproveitem!


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