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Resenha: The Last Rebel (1993)

Álbum de Lynyrd Skynyrd

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Em Last Rebel os aspectos positivos ultrapassam tranquilamente os negativos

Por: Tiago Meneses

21/10/2020

Last Rebel é o segundo lançamento pós acidente de uma das bandas mais importantes do Southern Rock. Conheço muitos admiradores do Lynyrd Skynyrd -
 virtualmente ou não - que vão desde aqueles que curtem o som esporadicamente a fãs inveterados. E quando o assunto é o disco Last Rebel, a variação de opiniões é muita e vão desde aos que simplesmente não curtem o álbum - tirando um ou outro momento - até aqueles que o adoram. Mas onde eu fico exatamente nessa história? Bom, não digo que o adoro, mas longe de eu não curtir o rock de qualidade apresentado no álbum.

Uma melhoria em relação ao seu anterior de 1991 é o fato de não possuir aquela sonoridade 80’s e que não agrada muitas pessoas. A faixa título com certeza é um dos destaques do disco, música e letra se combinam para evocar imagens vívidas de um soldado rebelde, sozinho e derrotado, mas ainda orgulhoso e resistente, deixando o campo de batalha marcado para voltar para casa, uma trilha assustadora que por meio de vocais ardilosos e duros de Johnny Van-Zant ganha mais força ainda.

O disco é uma mistura de grandes canções e outras que confesso que não me dizem nada, mas quando Johnny canta sobre o Sul e lamenta um modo de vida que está desaparecendo rapidamente, sua voz se agita com um poder emocional cheio de angústia que leva algumas músicas a um novo nível, e assim nascem grandes canções como “Can't Take That Away”, “Outta Hell in my Dodge”, “Kiss Your Freedom Goodbye” e “South of Heaven”. O que alguns chamam de simples de “canções do campo", aqueles mais apaixonados veem por exemplo, como uma espécie de lamento pelo declínio moral e pela morte de pequenas cidades através da perda de seus valores. Mas pra mencionar mais uma canção, digo que junto da faixa título, o maior destaque fica por conta daquela que fecha o disco, “Born to Run” não apenas aborda a esses temas principais, como fornece oportunidade a Gary Rossington tocar guitarra de sua maneira bem particular e Billy Powell realizar na parte final uma grande performance de piano - uma das melhores de sua carreira - que não poderia fechar o álbum de maneira melhor.

É melhor que algum dos álbuns lançado durante época de ouro do grupo, infelizmente interrompida pelo conhecido acidente? Não, mas ainda assim, vejo em Last Rebel os aspectos positivos ultrapassando tranquilamente os negativos.

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