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Resenha: The Unforgettable Fire (1984)

Álbum de U2

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Alcançando o estrelato!

Por: Débora Arruda Jacó

20/10/2020

O U2 nos meados da década de 1980, já iniciava sua trajetória de sucesso que seria alavancada pela participação do grupo em concertos, sendo o mais significante deles até então, o Live Aid (1985). Nesse tempo, o grupo já havia lançado quatro álbuns importantes e “The Unforgettable Fire” (1984) tinha sido o último lançamento.
The Unforgettable Fire” teve a produção de Brian Eno (ex- Roxy Music) e Daniel Lanois (ex- Black Dub) e apresenta boas canções: algumas se tornaram clássicas e são tidas como essenciais para a carreira do famoso quarteto, formado pelo vocalista e letrista Bono, o guitarrista The Edge, Adam Clayton (baixista) e Larry Mullen Jr. (baterista). Realizada a apresentação, vamos às análises das faixas.

A primeira faixa é “A Sort of Homecoming”, uma ótima canção (um pouco “esquecida” em minha opinião). Além da boa letra, interpretada com forte carga emocional por Bono, temos um ótimo trabalho de guitarra do The Edge que é bem acompanhado pelo baixo de Adam Clayton e a cozinha de bateria de Larry Mullen. A sonoridade já demonstra um pouco a influência do trabalho de Eno e Lanois.  A letra apresenta versos como: “na fronteira nós corremos/corremos e não olhamos para trás”. A segunda é “Pride”, um dos grandes momentos do trabalho e do U2: a letra de temática religiosa – faz referência à Cristo e também à Martin Luther King e foi um sucesso sem precedentes, se tornando em um dos maiores clássicos da banda. Bono realiza um trabalho vocal impecável, com a letra que apresenta versos como “Um homem veio em nome do amor/Um homem veio e se foi/Um homem veio aqui para justificar/Um homem para derrubar/Em nome do amor”. Destaque para o riff de guitarra de The Edge.
“Wire” inicia com um solo de guitarra bem executado e é uma das faixas mais “pesadas” do álbum. A quarta faixa “The Unforgettable Fire” nomeia o álbum e é também um grande momento: Bono realiza um memorável vocal– enérgico e emocionado ao mesmo tempo. A quinta canção “Promenade”, é um pouco mais lenta: apresenta sonoridade ambiente e abstrata, mostrando a clara influência do trabalho dos produtores. A sexta faixa é “4th of July” e apresenta uma introdução ambiente e “dark”, evidenciando ainda mais o resultado do trabalho de produção de Eno e Lanois (muito bom!) dando a impressão de se tratar de uma “introdução” para a próxima, a emocionada e notória “Bad”, uma das minhas preferidas e na qual Bono realiza uma de suas interpretações mais emotivas: “Se eu pudesse jogar essa/Linha de vida sem vida ao vento”.  Os demais integrantes tiveram um grande desempenho em seus respectivos instrumentos: deram à canção uma característica singular e apaixonante, além do ótimo trabalho dos produtores. 
“Indian Summer Sky” é a oitava faixa: gosto particularmente dos arranjos, em especial dos riffs do The Edge e que de fato, pode ser considerado como um dos melhores guitarristas da história do rock. A penúltima é uma homenagem do grupo ao Rei do Rock, Elvis Presley e à América do Norte: a faixa é “Elvis Presley and America” e nos revela a empatia do grupo com o “Rei do Rock” e a América, que em 1987 rendeu-se ao grupo com o lançamento do multiplatinado “The Joshua Tree”.
A última faixa é “MLK”, cantada à capela por Bono, como se fosse uma prece: “Durma, durma esta noite/E talvez seus sonhos se realizarão esta noite”.

Enfim, um álbum que contém faixas importantes e que antecedeu o grande sucesso The Joshua Tree.

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