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Resenha: Sweet Fanny Adams (1974)

Álbum de The Sweet

Acessos: 75


Hard rock de excelência

Autor: Marcel Z. Dio

16/10/2020

Fanny Adams é o disco de rock que todos devem experimentar ou ouvir pelo menos cinquenta vezes na vida. Alias, a discografia desse grupo é altamente recomendável.

Embora o primeiro álbum pareça confuso no direcionamento, ali já tínhamos um pequeno baú de tesouros do Sweet, mas foi com Fanny Adams que a produção e as canções ganharam um novo status. Para alguns, um dos pioneiros do glam rock setenta, para outros, simplesmente o hard rock visceral que mostra porque os anos setenta são o que são no quadro musical.
A estética pode levar os exageros dos saltos altos, androginia e canções agitadas a esbanjar energia sexual, mas o som em si, (como instrumental) transbordava riffs memoráveis e não continha nada de frescura. É triste constatar que o Sweet não obteve o reconhecimento merecido. O desafio por aqui nem é fazer um faixa a faixa e sim tentar encontrar alguma que fique abaixo da média, é tentar e "cair do cavalo".

Set Me Free começa com energia ímpar, com todos os atributos de grande hit. Mas ... aposto que como eu, muitos a conheceram por via do Saxon, e a de se admitir que a banda de Biff Byford e cia, fizeram grande trabalho ao impor cara nova ao cover.

Espanta a base de Heartbreak Today, usada por muitas bandas ao que viria ser o heavy metal nos anos 80, pois no tempo do Sweet o termo basicamente era unificado como rock pesado. Claro que temos alguns lances do Black Sabbath em Heartbreak Today, do mais, as guitarras exploravam outros trajetos e um inusitado final com um suingue extra, dando a impressão de ser outra composição.

Peppermint Twist voltava aos anos cinquenta e sessenta, espetando o Twist com facetas de mais peso.
Quando disse base heavy metal para Heartbreak Today, coloco Sweet F. A. no mesmo nível e um pouco alem, pois a sequencia de riffs vinha com o brinde de alguns teclados bem estranhos, esses, usados de forma frequente por Greg Giuffria no esquisito e bom grupo chamado Angel, outro ilustre do glam.

Restless capturava um pouco do som de Alice Cooper, Suzi Quatro e pavimentava um caminho menos frenético com a cadencia usada pelo Bachman Turner Overdrive.

E pelas trilhas da bolacha ainda temos as excelentes In To The Night e a finalizante Ac-Dc. Antes que me perguntem, o nome peculiar (Ac-Dc) não tem nada a ver com a banda australiana, tem outra conotação, numa letra que falava de uma garota que se dava tão bem com as mulheres quanto os rapazes.

É isso, Fanny Adams é tiro curto, bom de cabo a rabo. Sua escuta passa tão rápido que por no repeat do aparelho é quase obrigação.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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