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Álbum de Pink Floyd

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Pink Floyd instrumental e psicodélico

Por: José Esteves

16/10/2020

Com o sucesso de Ummagumma no repertório da banda, o Pink Floyd lança o disco. Apesar da crítica da banda posteriormente ser bem negativa (tanto Roger Waters quanto David Gilmour citam o disco como lixo), críticas contemporâneas foram positivas ao projeto: o disco ficou 18 semanas nas paradas inglesas, conquistando certificação ouro nos Estados Unidos e na Inglaterra (além de platina na Itália, de todos os lugares).

A ideia do Ummagumma de cada um dos membros comporem uma parte do disco continua de forma mais sutil, tendo além das músicas compostas (e em alguns casos, executada) por apenas um membro, duas músicas que foram compostas por toda a banda, resultado das apresentações. Com isso, o disco tem uma sensação de psicodelismo experimental orquestrado em alguns cantos até um folk simples e sincero, mas apresenta coesão.

Os dois bahamutes instrumentais que começam e terminam o disco são radicalmente diferente: o lado A é inteiro a música epônima e, apesar das mudanças, ela reapresenta temas como uma sinfonia progressiva e funciona muito bem como uma experiência única; já “Alan’s Psychedelic Breakfast” é uma música que você coloca para fazer enquanto toca, beirando ao incômodo com barulhos de um homem comendo café da manhã enquanto pensa no dia. Fora essas duas, o meio apresenta dois folks de violão bem bonitos (Fat Old Sun e If, com prioridade a essa última) e uma música mais puxada para o rock clássico que o Pink Floyd é capaz (Summer ’68).

A melhor música do disco é “If”, um arpeggio no violão com Roger Water recitando uma poesia baseada em Kipling durante quatro minutos e meio. O modo que ele canta é tão profundamente pesaroso que combina com o violão e te coloca na varanda do sítio olhando para o vento na grama, o que combina tremendamente com a capa do disco. Existe instrumentos mais modernos, inclusive um solo de guitarra, mas ele é tão incidental que ele mais adiciona do que corrompe o cenário que a música compõe.

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