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Resenha: Core (1992)

Álbum de Stone Temple Pilots

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O primeiro álbum do Stone Temple Pilots

Autor: Débora Arruda Jacó

12/10/2020

O grupo “Stone Temple Pilots” (conhecidos também pela sigla STP) sempre soube compor belas melodias: desde o rock mais pesado, até o pop – rock acessível às massas. Particularmente, gosto dos três primeiros álbuns e achei muito bom o álbum de 2018. Começo a análise pela capa: a parte externa apresenta cores quentes e a parte interna consta informações, letras das músicas e fotos dos integrantes (ainda bem novinhos!). 

O álbum abre com “Dead & Bloated”, um hard rock bem legal, com aquele costumaz riff de guitarra (ótimo!) do Dean Deleo, o irmão “mais radical” do Robert. Enquanto guitarra, baixo e bateria são bem executadas, Scott canta uma letra mordaz e direta (Eu estou cheirando como uma rosa/Que alguém me deu no/Aniversário de minha morte). Scott era um poeta inusitado.
A próxima faixa é a conhecida “Sex Type Thing”, com aquele riff selvagem, agressivo e bem executado, enquanto Scott canta a letra um pouco “ácida”, mas que apresenta um dos melhores arranjos do hard rock que já escutei.  A terceira faixa é outra das minhas preferidas: “Wicked Garden”, com aquela melodia “agressiva”, com guitarra e baixo “sincronizados” entre si. 
“No Memory” é um momento instrumental, singelo e bonito e a meu ver, é uma bela introdução para a próxima faixa, a pesada “Sin” (Pecado). É uma boa canção: agrada-me em demasia. Esses rapazes tocam muito bem – desde o rock pesado até a balada! “Naked Sunday” é outra faixa pesada, agressiva e direta – a voz de Scott flui e em minha simples opinião, estava ótima nesse álbum. A próxima faixa é a balada “Creep”: uma das melhores músicas do STP – lembro que no tempo em que o álbum foi lançado, alguns críticos comparavam a voz de Scott com a de Kurt Cobain. Infelizmente, algumas dessas críticas não foram construtivas e deixaram os integrantes do grupo tristes. Robert Deleo, baixista do STP chegou a comentar sobre isso em uma conversa informal: “Não penso nas críticas dos anos 90, senão vou para terapia”. 
 “Piece of Pie” é mais uma “balada” pesada, como o Scott gostava. Não tocou muito nas rádios aqui, mas é uma canção contundente, com refrão forte e ótimo riff de guitarra. “Plush” é a faixa clássica desse trabalho.  De fato, um dos maiores sucessos da carreira do STP e do ano de 1992 que inclusive, ganhou um Grammy Award. “Wet My Bed” é uma faixa curta e em minha opinião, serve para realizar uma “ponte” para a interessante e confessional, “Crackerman”. Particularmente, considero essa canção uma “descrição” cantada sobre o Scott. Enérgica. A faixa “Where the River Goes” encerra o álbum: é uma canção “pesada” e ao mesmo tempo, arrastada.

No geral, as músicas são bem compostas e com ótima instrumentação. Os irmãos Deleo são bons músicos e não considero exagero dizer que figuram entre os melhores dos anos 1990 e também da atualidade – assim como o baterista Eric Kretz.  Scott Weiland era um bom cantor: pena que levou seus vícios ao extremo e hoje não está mais entre nós.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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