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Resenha: Nevermind (1991)

Álbum de Nirvana

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Pancada

Por: Guilherme Lino de Paula Pires

08/10/2020

É engraçado como esse disco promove controvérsias e exalta um sentimento de ódio em algumas pessoas, que execram o álbum pelo simples fato dele existir. Aqui mesmo no 80minutos percebe-se a relevância deste trabalho, que foi resenhado 4 vezes em pouco mais de um mês.
Na verdade, por ter colocado uma pá de cal em alguns estilos que outrora já estavam enterrados, o Nevermind deixou algumas viúvas muito tristonhas.
Tenho que confessar, eu tinha 15 anos quando assisti o clipe de "Smells Like Teen Spirit", e a pancada foi firme.
Como era possível que aqueles moleques produzissem música tão autentica, forte e verdadeira?
Eles não se vestiam com xales e lapelas, não usavam cartola, Cobain não portava uma Jackson flying V, Krist Novoselic não rodava a cabeleira e Dave Grohl socava a bateria sem girar as baquetas entre os dedos. Isto não estava correto. Os deuses do metal não nos perdoariam se ouvíssemos aquele rock sem firulas.

Brincadeiras a parte, os rótulos e gêneros deveriam ser usados apenas para nos dar um parâmetro sobre determinado artista. Tem música boa e com sentimento em todos os estilos e sonoridades. Você sabia que quem nasceu nos anos 90 nem sabe o que é esse tal de "grunge".
Pois bem, Nevermind é um clássico disco de rock (ou punk, ou folk), dos melhores já lançados. Há composições mais agressivas e outras mais melancólicas, algumas até beiram o pop, todas com ótimas letras.

O Nirvana atingiu um sucesso estrondoso com este trabalho, o que logo depois foi causa do fim da banda, mas o registro é eterno.

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