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Resenha: Sex & Cigarettes (2018)

Álbum de Toni Braxton

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Mais sofrência do que sexo

Por: Roberto Rillo Bíscaro

22/09/2020

Toni Braxton, que explodiu nos anos 90 com a baladaça Unbreak My Heart, não lançava solo desde 2010 (o trabalho de 2014 foi com Babyface) até ressurgir dia 23 de março, de 2018, com o conciso Sex and Cigarettes.

(Bem) Passado seu ápice comercial (o único primeiro lugar do álbum foi na parada britânica de R’n’B, e isso significa nada), Toni Braxton não veio interessada em inovar sonoramente. As 8 faixas apresentam produção conservadora à anos 90/00. São baladas de muita sofrência, cantadas com sua voz que de quando em vez enrouquece. Apoiadas em piano e/ou violão, a faixa-título e Deadwood são para ouvir dramatizando muito. Long As I Live tem clima mais arejado, meio de soul jazz funkeado, bem FM descolada d’outrora. Tem o easy listening de Sorry e a sem-gracice de My Heart. Coping ensaia virar dançável durante todo seu tempo, promessa que só se concretizará na derradeira Missin’, que mesmo assim, não é nenhuma locomotiva dance.

A única novidade é que Toni Braxton entra para o time das divas bocas-sujas, que falam “bitch” e “motherfucker”. Na esparsa FOH (Fuck Outa Here), a base sônica é familiar, mas a sofrência vem com chuva de impropérios.

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