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Resenha: Innerspeaker (2010)

Álbum de Tame Impala

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10 anos de uma estreia alucinante!

Por: Maik Antunes

20/09/2020

O grande mérito da psicodelia sonora altamente eficiente do Tame Impala – frente à de tantas outras bandas que também se enveredaram pelo mesmo caminho – talvez estivesse no notável – porém decente! – apelo pop de suas canções.

A capacidade que estes músicos australianos (ou, mais precisamente, Kevin Parker, o vocalista e onipresente multi-instrumentista em quase todas as gravações) demonstraram para recriar toda aquela atmosfera alucinógena dos anos 60/70 – sem tirar os pés da contemporaneidade! – impressiona!

E os destaques ficam por conta:

•	das melodicamente lisérgicas "It Is Not Meant To Be"; "Alter-Ego" ou "Why Won't You Make Up Your Mind?"

O clima se esquenta ainda mais com:

•	as estonteantes "Desire Be Desire Go"; "Lucidity" ou "Expectations" e, dentre outras, destaque ainda para:

•	as incríveis "Runway Houses City Clouds" (cuja marca maior são os estimulantes "riffs" de baixo) e a – de longe – mais viciante de todo o disco:

•	"I Don't Really Mind", de cujo poderoso refrão – uma vez ouvido – nunca mais se esquece!

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