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Resenha: Segunda Pele (2012)

Álbum de Roberta Sá

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Uma voz sensual e um disco "multicolorido" em sua diversidade sonora!

Autor: Maik Antunes

14/09/2020

Se fosse possível enxergar as cores que caracterizam a diversidade sonora deste disco – lançado em 2012 – muito facilmente se poderia classificá-lo como "multicolorido", já que de uma ponta à outra "saltam aos olhos" – melhor dizendo, "aos ouvidos" – as mais agradavelmente evocadas referências, a exemplo:

•	do samba/gafieira de "O Nego e Eu";
•	os ritmos nordestinos de "A Brincadeira", "Bem a Sós", "No Bolso" e até a regravação da carnavalesca "Deixa Sangrar" (de Caetano Veloso), sem contar, ainda:
•	o reggae – atravessado pelo jongo – de "No Arrebol".

As pretensões radiofônicas do álbum "se entregam" em baladas (muito bem acertadas) como:

•	"Altos e Baixos" (cuja letra é de um belo contraste poético !);
•	"Segunda Pele" (faixa que, tão sedutora quanto a própria voz que a embala, dá nome ao disco) e:
•	"Pavilhão de Espelhos" (esta última de uma melodia encantadora e que conta ainda com a participação da kora – espécie de alaúde/harpa – do maliano Ballaké Sissoko e do violoncelo do francês Vincent Segal).

Também digna de nota é a presença mais que marcante da flauta e dos metais que – somados à guitarra não menos notável do produtor Rodrigo Campello (cujas intervenções na faixa "Esquirias" são algo, digamos... excitante!) – pavimentam o caminho por onde transita – sensual e confortavelmente – a voz da cantora/intérprete Roberta Sá. Ouça agora mesmo!

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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