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Resenha: Flora (2016)

Álbum de Flora Martinez

Acessos: 60


Transformando Stones e Coldplay em bossa-nova

Autor: Roberto Rillo Bíscaro

14/09/2020

Flora Martinez nasceu em Montreal, filha de mãe canadense e pai colombiano. De país e pais bilíngues e tendo passado anos em Bogotá, a jovem é trilíngue e atua como atriz em ambos países. Em setembro, de 2016, lançou-se como cantora com álbum homônimo.

Sua pegada é transformar canções dos mais variados estilos e épocas em elegantes melodias jazz ou bossa-nova. Fica tudo bem chique e apropriado para vernissages, com muito sax, pistão e vozinha maviosa. Não é novidade, porque os franceses do Nouvelle Vague e a argentina Sarah Menescal já fazem isso, mas é muito agradável. Fãs de lounge, tipo Simona, também gostarão.

A dezena de regravações transforma em jazz/bossa números dançáveis como Happy (Pharell Williams) e Safe And Sound (Capital Cities); rocks, como Gimme Shelter (Rolling Stones); indie rock, como The Scientist (Coldplay); R’n’B, como Let’s Stay Together (Al Green, mas repopularizada nos 80’s por Tina Turner) e até a já jazzística The Captain Of Her Heart, sucesso oitentista do suíço Double. Sua proficiência linguística permite-lhe revisitar clássicos latinos como Los Aretes de la Luna (Célia Cruz) e o pop-rock argentino do Soda Stereo, cuja De Música Ligera é uma das exceções: vira meio downtempo eletronizado, boa para chill ins e chill outs.

Com xilofones, pianos, bongôs e violões, Flora Martinez relaxa, proporciona bom ambiente, deixa reuniões mais sofisticadas.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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