Para os que respiram música assim como nós


Resenha: Inverso (2017)

Álbum de Ricardo Borges

MPB

Acessos: 60


Meia dúzia de lindezas ao violão

Autor: Roberto Rillo Bíscaro

13/09/2020

Ricardo Borges cursava bacharelado em violão, na Universidade Federal de Santa Maria, quando gravou seu primeiro álbum.

Seu violão lembra a doçura neoclássica de Steve Hackett, nos álbuns em que o britânico deixa a guitarra pelo primo acústico. É o caso de Ariana, faixa de abertura do curto Inverso.

São seis canções outonais, onde o violão e a doce voz de Ricardo ocupam posição central, mas não estão sós. Cada faixa traz instrumentação acessória, provavelmente executada por colegas graduandos: Márcio Kbcinha (percussão), Vagner Uberti (bateria), Lucas Almeida e Pedro Bagesteiro (contrabaixo e baixo fretless), Gabriel Opitz (bandolim), Helio Abreu (trombone), Maria Paula Rodríguez (flauta e voz), João Kanieski (voz), Diego Zanini (teclado e sintetizador), Pedro Issler (violão 7 cordas) e Elias Rezende (acordeão).

O resultado é um daqueles álbuns que dá vontade de ouvir no ocaso da luz. Experimente iniciá-lo ao escurecer e experimente o anoitecer ao som de Inverso. Não há canção fraca nessa MPB, que tem respingos de seresta, erudito, música campestre. Na verdade, há momentos sublimes, como a faixa-título.

Inverso agradará a fãs desde Clube da Esquina a Renato Teixeira; aos jovens seguidores do atual Flávio Tris ou nós que vivemos a popularidade de Claudio Nucci, pouco antes de o rock oitentista suplantar a MPB.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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