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Resenha: Meddle (1971)

Álbum de Pink Floyd

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Formatando a essência

Autor: Fábio Arthur

01/09/2020

Com apenas um único single e a capacidade exuberante em compor, o Pink Floyd trouxe em "Meddle" um dos pontos mais significativos do mundo da música. Lançado em 1971, o disco não deixa nada de dúvidas quanto a excelência forte e sem fronteiras da banda.

Com produção do próprio grupo, a obra aqui traz um elaborado muito além do que até mesmo os fãs poderiam esperar.

Agora é importante ressaltar que, nesse sexto disco, o grupo não sabia aonde ir, o que foi até mesmo um desafio para eles. Após o disco de 1970, a banda chegou em um momento sem músicas e sem ter um momento para refletir. Dado os fatos, resolveram experimentar e isso acabou sendo uma enorme vantagem.

O disco é uma transição da banda e cada integrante contribuiu para o sucesso dos elementos. O trabalho foi terminado em vários locais e inclusive uma parte no Abbey Road. Para a arte, eles exibiram uma orelha embaixo da água, a fonte trouxe um teor curioso e ao mesmo tempo a face do grupo; bem sugestivo.

O disco não vendeu bem, pois a gravadora acabou sendo negativa na sua posição de mantenedora e mesmo assim o sucesso de crítica veio com tudo. A peça chave do disco é certamente Echoes e assim o disco evoluiu em diversas formas como na canção A Pillow of Winds. Em outro momento supremo, a abertura com One of These Days traz uma realização perfeita enquanto banda inovadora. 

Disco chave do grupo, clássico.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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