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Resenha: Led Zeppelin IV (1971)

Álbum de Led Zeppelin

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Um álbum dos pontos altos da carreira e fillers

Autor: José Esteves

31/08/2020

Com o primeiro disco mal recebido na carreira da banda e um single lançado contra a vontade dos membros, o grupo se tornou contrário ao cenário do jornalismo musical. Por isso, eles decidiram lançar o disco seguinte sem o nome da banda e sem um título, para evitar os rumores de que a banda sobrevivia pela expectativa, mais do que pela qualidade da música. O disco foi incrivelmente bem recebido, é considerado o melhor esforço artístico da banda, alcançou 23 certificações platina além de figurar no 69º lugar da lista da Rolling Stones de melhores álbuns.

Depois do fracasso artístico do disco anterior, a banda teria que amadurecer para o lançamento do disco seguinte. E definitivamente, o som está mais maduro. Os pontos altos são um rock pesado, incrível, de derreter crânios. Os pontos baixos, infelizmente, ainda existem, dando aquela sensação de ser um disco de fillers. No entanto, esse é o momento criativo mais interessante da banda, e as composições são bem feitas, dando espaço para diferentes gêneros e diferentes estilos de música, apesar de John Bonham, na bateria, só ter tido espaço de verdade nos pontos altos do álbum.

As quatro faixas que carregam esse disco são: “Black Dog” e “Rock and Roll”, as duas primeiras, hard rocks de qualidade, com influência do blues rock rápido que estava surgindo no cenário; “Stairway to Heaven”, um épico sem igual de 7 minutos que tende do folk ao rock, e “When the Levee Breaks”, um rock melancólico com uma bateria bem característica. Essa metade do álbum beira a perfeição: o resto, infelizmente, são folks não muito inspirados (“The Battle of Evermore”) e cacofonias localizadas relembrando o que poderia ter sido bom (“Four Sticks” e “Misty Mountain Hop”).

A melhor faixa do disco é a que encerra o álbum, “When the Levee Breaks”, apesar de as músicas do disco que são boas ficarem bem empatadas quanto a melhor do disco (principalmente, é claro, “Stairway to Heaven”). Um blues rock sinfônico que mostra para o que veio desde a primeira batida da bateria até a entrada de um riff com muito soul vindo da guitarra de Jimmy Page, sem um momento baixo nos sete minutos de duração.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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