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Resenha: Empire Of The Undead (2014)

Álbum de Gamma Ray

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Voltando a crescer

Autor: André Luiz Paiz

25/08/2017

Muito melhor do que "To The Metal", que na minha opinião é o disco mais fraco do Gamma Ray, a turma de Kai Hansen finalmente resolveu caprichar um pouco mais e soltar um trabalho com mais feeling e inspiração. Claro que não podemos esperar um novo "Somewhere Out In Space", "Land Of The Free" ou "Power Plant", mas algo do passado foi resgatado e é possível curtir bons momentos com esse álbum.

O disco começa com uma das melhores faixas: "Avalon", que nos faz lembrar um pouco do álbum "Land Of The Free". Em seguida, parte para uma jornada onde várias vertentes do Metal são exploradas, inclusive em alguns momentos flertando com o Thrash Metal, como na faixa título "Empire Of The Undead".

A banda também poderia ter trabalhado melhor em algumas ideias, como é o caso de "Pale Rider", "Time for Deliverance" e "Seven", que são músicas que terminam sem deixar aquela vontade de ouvir novamente, virando um desafio para as próximas audições.

Gostei bastante do álbum e vale a pena passar alguns momentos curtindo a boa produção e o vocal diferenciado de Kai Hansen que, sabendo de suas limitações, conseguiu encontrar um meio termo para trazer exatamente o que cada música pede. Já o restante da banda dispensa comentários, já que o baixo de Dirk Schlächter e a guitarra de Henjo Richter continuam fuzilando. O novo batera Michael Ehre também apavora.

Espero que o Gamma Ray continue nesta linha para que volte a produzir um novo clássico, pois com certeza é o que os fãs estão esperando.

Faixas de destaque: "Avalon", "Hellbent", "Master Of Confusion", "Empire Of The Undead" e "I Will Return".

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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