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Resenha: Repentless (2015)

Álbum de Slayer

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Caindo nas profundezas

Autor: Fábio Arthur

30/07/2020

Esse é o primeiro disco sem Jeff e soa tão perdido quanto uma banda iniciante, sem saber qual direção seguir. Não consigo ouvir esse trabalho de maneira alguma. Apesar de uma produção boa, eu realmente deixo aqui meu desânimo total para com o grupo e digo que foi um final de carreira lamentável.

Ao julgar que a banda aparece como ainda uma das grandes favoritas pelos fãs, meu desencanto pelo Slayer já começou em World Painted Blood, pois dali para frente a coisa desandou total. Araya vinha lá de loga data cansado do canastrão King e Lombardo ascendeu a última fagulha da encrenca toda, fazendo tudo desmoronar. 

Após sair da banda e exigir dinheiro a mais, o baterista trouxe uma desavença e isso culminou em uma falta de decoro do mesmo, sendo assim o músico se perdeu em suas próprias vontades e chamou a ira de Tom e King sobre ele. Bostaph voltou e, com Holt do Exodus na banda, vieram a concretizar mais um disco.

Repentless, trouxe 5 singles e alguns vídeos bem dotados de agressões, palavrões, etc, nada evolutivo. Aliás, as próprias letras estão assim, na linha do fuck e etc. Sem ter o que resvalar, a banda então chegou em turnê alegando encerramento da banda, o que de fato ocorreu; pelo menos isso foi a etapa edificante e de posição certeira. Do mais, a arte de capa ficou bem bacana e foi elaborada por um brasileiro, Marcelo Vasco e assim a banda seguiu em meio aos divisores de gostos, e disseram que a banda não tinha mais um clássico em mãos, enfim, desfecho total em decepções.

Delusions of Saviour, a intro, soa perfeita e entra com Repentless também. Após isso, pouca coisa se salva, em uma tentativa de soar como o velho Slayer. Enfim, Implode e Pride in Prejudice ainda são relevantes. 

Algo de Jeff aparece aqui, pois Piano Wire é de letra/música do mesmo. 

Não gostei do disco, não gostei da turnê e não poderia ser desonesto na essência toda. Agora, é óbvio, Jeff faleceu, King dominou, Araya cansado e Lombardo dando seus chiliques de novo, o resultado está aí. No fim Lombardo não foi um egoísta, mas ele aprontou muito desde 1986, saindo e voltando, isso cansa. 

Nossa vantagem como fã é ter vários petardos do passado para desfrutar.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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