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Resenha: Salisbury (1971)

Álbum de Uriah Heep

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A magia começa a se formar

Por: André Luiz Paiz

24/07/2020

Pouco após o lançamento do álbum de estreia, o interessante (e também criticado) "...Very 'Eavy Very 'Umble...", o Uriah Heep formatou suas ideias e retornou forte em "Salisbury".

O primeiro grande destaque deste lançamento é o crescimento musical de Ken Hensley, que traz temas interessantes e diversificados, além de muita versatilidade em seu leque como artista. A banda segue forte no hard rock, mas o progressivo também floresce, assim como a junção precisa de elementos acústicos e psicodélicos ao som.

São seis faixas, sendo que a faixa "Bird of Prey", lançada no disco anterior - versão americana - abre os trabalhos. Um bom hard e que, apesar da melodia vocal não me agradar tanto, funcionou bem como faixa de abertura. Em seguida, temos a balada acústica "The Park", linda, e que mostra toda a versatilidade e sensibilidade de David Byron. A faixa também traz em seu final algo prog da fonte de ELP. Seguindo adiante, "Time To Leave" traz aquele hard mais denso apresentado no disco de estreia. A guitarra de Mick Box eleva o trabalho e a música efetivamente se destaca. "Lady in Black" é uma balada meio folk liderada nos vocais pela bela e surpreendente voz de Ken Hensley. O refrão é perfeito para execução ao vivo. Quinta faixa aqui e abertura da versão americana do álbum, "High Priestess" segue com Hensley cantando e sua introdução é de arrepiar, tamanho bom gosto. Depois as coisas aceleram e a faixa vira um bom hard, mas que ficou devendo na melodia vocal. Mesmo assim, ela traz energia. Para encerrar, temos a épica "Salisbury", que soa como um combinado de todas as habilidades do Uriah Heep. Desde a sua abertura com metais, violinos e órgãos até o seu desenvolvimento com uma excelente melodia acompanhada de corais e uma bela interpretação vocal, o resultado é um deleite para os nossos ouvidos, e uma resposta aos que criticaram o disco de estreia.
Para o lugar de "Bird Of Prey", a versão americana trouxe a faixa "Simon the Bullet Freak", um hard mais puxado para o blues bem agradável. Algumas versões posteriores também trouxeram a bela "Here Am I", que vale muito a conferência. Uma faixa calma e conduzida pelos belos acordes de Mick.

Com este produto em mãos, o Uriah Heep conseguiu abrir espaço para trilhar o seu caminho e passou a crescer cada vez mais, tanto que os próximos álbuns são considerados indispensáveis dentro da discografia da banda. Boas letras, que vão do lado romântico até o místico e mágico, alinhadas a boas e ousadas composições, são as cartas na manga dessa que é uma das grandes bandas da história do rock.

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