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Resenha: Big Fun (1974)

Álbum de Miles Davis

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Genial

Autor: Fábio Arthur

22/07/2020

Com a produção de Teo Macero, Miles trouxe quatro enormes faixas em um álbum bem diferenciado. O disco data de 1974 e traz uma imensa realização já antecipada, composta anos antes e com alguns arranjos mais novos. Aqui, nota-se a fluência experimental e setentista do músico.

Como de praxe, o instrumental é dotado de altos pontos e chega a deixar o ouvinte hipnotizado, tamanho processo de evolução. Um disco longo, mas muito precioso e que marca essa fase da carreira do músico. O álbum traz essas referências em três fases das evolutivas do genial instrumentista. 

Já pela arte de capa, tão bela e notável, tem-se a vontade de colocar a bolacha para rodar; sim, esse tem que ser ouvido em vinil, uma diferença gritante e uma viagem única. 

Great Expectations/Orange Lady é o início de todo o processo. Imerso em uma fonte de notas em meio ao percussivo, essa faixa absorve com sutileza a maestria de Miles.

Com vendas acima de 50 mil cópias e um complemento a mais na carreira do mestre, esse disco traz também uma nuance mais nobre, deixando de lado todo aquele aparato de sempre do Jazz dos primórdios e passa a ser uma ode ao menos comercial e mais profundo. 

É difícil achar algum álbum ruim de Miles, tem que realmente se muito metódico ou enjoado, pois o homem dava show, quer fossem suas composições ou não.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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