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Resenha: Legião Urbana (1985)

Álbum de Legião Urbana

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Pós-Punk na Geração Coca-Cola

Autor: Fábio Arthur

20/07/2020

Fenômeno musical no país, a Legião atravessou a década de 80 fazendo a cabeça do povo. Através da EMI e a produção de José Emílio, o quarteto trouxe um som que agradou tanto pelas letras quanto pelas canções. 

O lançamento se deu até tarde e foi 1985, pois até então, somente os singles, ao todo cinco, foram inseridos no mercado. "Será" foi o primeiro sucesso e o álbum alcançou 550 mil cópias. A simplicidade instrumental não deixa a banda cair no contexto todo, já que as temáticas são ótimas. "Ainda é Cedo" é outra faixa de conteúdo firme, e traz um som balançado na firmeza de baixo e bateria. 

O disco foi eleito melhor na categoria composição e melhor letrista, também através da Revista Bizz. Apesar de ter tido um investimento bom, Renato não aprovou a produção, que não soava ao vivo e sim muito certinha dentro do estúdio. O vocalista usou dois microfones para gravar a voz.

"Petróleo do Futuro" e "A Dança" são faixas bem conduzidas e trazem o clima do grupo, bem singelo. E para a EMI, a melhor faixa seria "Geração Coca-Cola", mas para banda não. "Soldados" tem uma letra muito profunda além de ser bela, e "Por Enquanto" acabou sendo regravada por Cássia Eller. 

Disco muito bem cotado e traz o começo de um furacão chamado Legião Urbana.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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