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Resenha: In Trance (1975)

Álbum de Scorpions

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No caminho correto

Por: Fábio Arthur

07/07/2020

Um álbum em que os Scorpions foram bem mais à frente de que os discos antecessores. 

Aqui começa os problemas com as artes de capas e também a mudança sonora. O disco flui melódico no Hard com Metal. A excelente fonte de composições de Uli Jon Roth se mantém, mas o peso das guitarras e as baladas de Rudolf e Klaus permeiam o álbum todo. O trabalho chegou em 1975 e mostrou que os Scorpions foram ficando a cada álbum mais agressivos em seu teor musical. 

Dark Lady inicia pesada e com Jon Roth na voz, e o disco segue entre ótimas melodias e riffs pesados. In Trance dá nome ao disco e soa belíssima, com uma nuance bem setentista mas com guitarras pesadas. A rocker Robot Man acabou sendo destaque na tour e Life is Like a River é muito bem elaborada. Destaque para o vocal de Meine. Top of the Bill traz um trocadilho no nome e mostra um som muito pesado e com os drives ferozes fazendo linha com a guitarra. Longing for Fire é melódica e muito emotiva, trazendo a veia que o grupo iria seguir depois. Night Lights é instrumental e fecha o álbum com a veia de Roth na linha de frente. 

Eu não conhecia esse disco quando o comprei. Na verdade, eu havia comprado o seu sucessor e foi nessa fase que resolvi comprar todos do grupo. O único problema foi achar esse trabalho, pois só encontrava importado e todo o esforço foi árduo, tendo que ser feira a importação. Esperei um mês para chegar o disco e na época a coisa era precária demais nesses termos. Enfim, eu creio que nesse long play a banda começou em rumar para o sucesso; a tal escalada.

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