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Resenha: OU812 (1988)

Álbum de Van Halen

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Não é tudo o que dizem, mas... quebra o galho

Autor: Marcel Z. Dio

05/07/2020

Podemos dividir a carreira do Van Halen pela saída de David Lee Roth e a entrada de Sammy Hagar. Pois é, simples assim.
Por isso existe o eterno debate sobre qual fase foi melhor, mesmo que o numero de participações do primeiro seja muito superior e remeta a fase do selvagem rock and roll, enquanto o outro deu maturidade e polidez em temas mais adultos.
5150 surpreendeu, deixando os fãs com um gostinho de quero mais para OU812, que ao meu ver, fica devendo ao anterior. Não enxergo OU812 como trabalho imperdível, existem canções que não passam tanto entusiasmo dentro da mistura AOR e o hard rock bacana de Motley Crue ou Ratt. Portanto, entre os quatro registros com Sammy Hagar, colocaria OU812 numa honrosa medalha de bronze.

Ouvi-lo depois de todos esses anos, parece uma experiencia boa, principalmente com fones de ouvido, a dimensão que traz é diferente e as vezes até engana. No fundo sei que não é o tipo de álbum que irie sedento para um repeteco, ao contrário de 1984, Volume II ou o fantástico F.U.C.K.
Tecnicamente temos o genial Eddie detonando nos solos, os baixos discretos e funcionais de Michael Anthony, o vocalista em seu auge e Alex Van Halen - um dos bateristas mais subestimados do rock, criador de batidas inventivas e cheias de groove.
Apesar da produção descente e as citadas qualidades individuais, o álbum não traz grandes novidades e ancora a banda num porto seguro.

O estranho nome OU812, foi uma cutucada em David Lee Roth. Significa: “Oh, você comeu um também”, em resposta a Eat 'Em And Smile, ou : “Devore-os e Sorria”. Verdade seja dita, Eat 'Em And Smile devorou mesmo, tanto 5150 quanto OU812, gostem ou não.
É isso, você não morrerá de amores por OU812, mas pode achar um disco correto e congruente a época de 1988 e seus apelos comerciais.
Os destaques ficam com Mine All Mine, a balada When It's Love, Cabo Wabo e a genial Finish What You Started, um country blues semi acústico abrilhantado por vocais de apoio de Michael Anthony e Eddie, um show a parte!. Alem é claro, do refrão pegajoso.
Finish What You Started tende a ser melhor ao vivo, ou seja, diversão garantida no tempo em que o quarteto parecia se divertir no palco.

Que Eddie retome a saúde e volte ao menos para um grand finale com a lenda que ajudou a criar. Van Halen rules!

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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