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Resenha: Exagerado (1985)

Álbum de Cazuza

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Nada exagerado!

Autor: Fábio Arthur

02/07/2020

Que surpresa grata quando eu notei que a saída precoce do Cazuza do Barão havia sido por uma causa para lá de qualitativa. Esse disco chega em 1985 pós-Rock in Rio, e traz consigo a poesia e a veia artística aflorada do cantor/compositor. Cazuza exala liberdade e movimenta interpretações magníficas além de uma belíssima voz.

Cazuza alegou em época que havia saído do grupo Barão Vermelho pois não gostava de dividir atenções com restante do grupo, mas o fato é que, ele necessitava sim, de cantar suas facetas e suas formas de compor ,e esses fatores trouxeram a vontade de seguir solo. 

"Exagerado" era uma faixa feita para o Barão e Cazuza a compôs com Leoni. Porém, devido ao seu contrato solo, a levou para si, o que deu muito certo. Foi um hit certeiro e o álbum vendeu 15 mil cópias de cara.

E o disco vai além com "Medieval II" e "Balada de um Vagabundo". Em "Codinome Beija-Flor", a obra traz algo profundo e intenso, deixando claro que a direção da mesma não caberia no som do Barão. E em "Só as Mães São Felizes", a coisa toda continua em uma relação acertada de letra/melodias, enfim uma obra forte e muito promissora.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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