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Resenha: Maravilha Marginal (2018)

Álbum de Letícia Fialho

MPB

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A rua e suas maravilhas marginais

Por: Roberto Rillo Bíscaro

02/07/2020

Letícia Fialho cresceu nos subúrbios de Brasília, empinando pipa e, mais madura, começou a curtir rolês noturnos, boemia, enfim, Fialho gosta, vive e observa a rua. Compositora, cantora e instrumentista, essa paixão pela vida e a consciência de seus prazeres e delícias perpassa a dezena de canções de Maravilha Marginal, com a Orquestra da Rua. Não é à toa, que no álbum da moça rueira, haja canções chamadas Nessa Rua e Rua Afora. Sem contar o nome da orquestra...

E que orquestra! A riqueza dos arranjos garantirá que fãs da MPB dos 70’s e 80’s aprecie demais este trabalho calmo, fincado na tradição da MPB, mas que não deixa de soar contemporâneo. Vem/Fumaça é exemplar: parece partido alto esparso, minimalista, mas tem cornetinha de jazz anos 20, vocais em eco e ambientação meio psych, de leve. E que fã de MPB 70’s não ama versos, como “já calejei as mãos de tanto te tocar”?

Diversas vezes, Maravilha Marginal soa como espécie de afro-jazz, porque integra ijexices com algum elemento jazzístico. Mas, tá tudo muito bem integrado, soando mesmo como MPB “tradicional”. Ouça a delícia caetânica de Corpo e Canção e me diga.

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