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Resenha: Rapture Of The Deep (2005)

Álbum de Deep Purple

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Tranquilidade no mundo Purple

Autor: André Luiz Paiz

30/06/2020

Com os inúmeros problemas do passado em página virada e a ótima aceitação de "Bananas", o Purple não perdeu tempo e aproveitou a chapa quente, lançando "Rapture Of The Deep" apenas dois anos depois. E o disco é muito bom.

"Bananas" trouxe um Purple - o novo Purple - mais solto, com visível empolgação e dedicação dos músicos. Como os fãs gostaram, Mike Bradford - produtor - voltou para comandar também as sessões do disco sucessor. "Rapture Of The Deep" é um trabalho que não captura o ouvinte logo de cara como seu antecessor, mas, conforme as audições vão se repetindo, percebe-se a qualidade das suas composições. São dez faixas, sendo que a Special Edition traz também a faixa "MTV", que considero também a de menor destaque. Já nas demais, temos uma boa mistura de hard com pitadas de blues rock e excelente produção.

Eu recomendo a audição completa de "Rapture Of The Deep", pois o disco permite navegar pelos temas e surpreender-se com a faixa que virá a seguir. Porém, algumas canções se sobressaem, como a cadenciada "Money Talks" e sua ótima introdução; "Girls Like That", que é um dos grandes momentos do disco e uma volta ao Purple clássico; "Wrong Man" e seu peso; a bela balada "Clearly Quite Absurd"; "Back To Back" - que é um deleite ouvir a cozinha; e "Before Time Began" pelo mesmo motivo, sendo esta última uma faixa que é o oposto de hit e mesmo assim se faz interessante.

Com essa tranquilidade ao seu redor, só resta ao Purple surfar nessa onda e continuar entregando bons álbuns aos fãs, como estão fazendo até hoje.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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