Para os que respiram música assim como nós


Resenha: Quantos Possunt Ad Satanitatem Trahunt (2009)

Álbum de Gorgoroth

Acessos: 38


Voltando ao cenário

Autor: Fábio Arthur

27/06/2020

Em 2006, o líder do grupo Infernus começou a elaborar esse trabalho, disco que marca algumas mudanças de integrantes e ressurge com uma roupagem um pouco mais branda. A produção de Asklund - baterista - e Infernus acabou saindo um pouco da zona obscura e suja de álbuns anteriores.

Boddel chegou para ficar no baixo, mas terminou de gravar somente em 2009, quando o disco saiu no mercado mundial. Enfim, hoje falecido Boddel - nome real Frank Atikins - havia tocado com o Obituary também. Outro integrante que terminou suas partes em 2009 foi Pest, o vocalista que voltou para a banda. Seu estilo acaba sendo sujo igual ao do ex-vocal Gaahl e o mesmo mantém uma interpretação mais fúnebre.

Pest anos atrás foi destituído de seu cargo por Infernus, o vocalista se recusou a tocar na América do Sul, alegando entre outras coisas que não gostava do clima da localidade. Enfim, todos sabemos que esse pessoal europeu do Black Metal é meio problemático e enfim, imagine um sujeito com mais de quarenta anos tentando soar como se tivesse vinte. Em outro ponto, essas bandas ganham muito pouco, o que por vezes não compensa nem sair do continente deles.

Houve uma disputa judicial com o grupo, nesse meio tempo, entre sair do processo e gravar o disco, a banda acabou por sorte em ter um álbum coeso e bem requisitado.

"Quantos Possunt" traz ótimas faixas, o que mostra é que tempo passou, eles envelheceram e trouxeram algo mais conveniente, e não saíram do estilo, mas sim modernizaram. Ao vivo a banda funciona até que bem. Pest se mostra um vocal forte e sua aparência é assustadora e asquerosa. 

Enfim, não é um trabalho de maior conteúdo do grupo, mas flui bem ao seu proposto. Em verdade, a banda estava aliviada de tudo que ocorreu e queria sair do limbo. O disco conseguiu boas dádivas e algumas revistas elogiaram o trabalho da banda. 

A banda logicamente traz uma temática ultrapassada e mantém alguns padrões estéticos de vinte anos atrás, mas ainda assim, esse momento acabou sendo relevante para o grupo. Oskorei Grapix foi idealizador da arte e o Gorgoroth nunca expõe algo terrível em suas capas, mas eles tem por detrás delas, fatos subliminares e diabolicos.

Aneuthanasia, Prayer, Rebirth, Building a Man,  New Breed e Human Sacrifice são como a nata do disco.

Gosto de alguns trabalhos desse grupo e esse principalmente evoluiu muito em vários termos, soando bem até os dias de hoje.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Compartilhe:

Comente: