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Resenha: E=MC² (1979)

Álbum de Giorgio Moroder

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Dominando a música eletrônica com canções leves e dançantes

Autor: Marcel Z. Dio

27/06/2020

A importância de Giorgio Moroder para a música eletrônica é conhecida mundialmente e já falada na resenha que fiz para o futurista From Here to Eternity. Em E=MC² o potencial de criação não era mais segredo, mesmo que desmanchado a canções de apelo pop e sem aquele clima soturno expelido no disco de 1977. Portanto, pode ser visto por alguns como um escorregão de Giorgio Moroder, não ao ponto de seu antecessor Love's In You, Love's In Me, esse sim, um fracasso total.

Bons momentos podem ser extraídos em E=MC², divergindo entre o brilhante pop eletrônico para pistas de dança e peças profundamente tolas, portanto requer um peneiramento. Garanto que a maioria é de boa qualidade, mas descarto de inicio Baby Blue, pois não há sentido em gostar de algo tão estúpido em letras com instrumental que tenta se salvar enquanto o refrão vira uma mina explosiva de cafonice. Que a sonoridade do disco é datada, não há mistério, só que Babe Blue exagera sob todos os aspectos. Por ai a introdução de If You Weren't Afraid também escaparia do revez de Babe Blue, se a entrada dos vocais não estragasse o restante como pasta pop descartável para os padrões de Giorgio.

As canções do meio são leves e inventivas, com boas tiras de sintetizador e sequenciadores, e os dois pontos cruciais ficam pela faixa título e suas batidas um tanto simples com brincadeiras de vocoder (voz robótica) em letras que traduzem a famosa formula de Albert Einstein, citando ainda todos que participaram na criação do álbum, agradecendo o referido físico no final.

E por fim, I Wanna Rock You mostra que os elementos eletrônicos são bem conjugados a disco music, e no interior de E=MC² vem como a canção mais orgânica. É impossível ouvi-la sem sentir uma leveza na alma e não chacoalhar o esqueleto com o sinth bass pulsando.
E=MC² não é o suprassumo de Moroder e sim uma boa coleção de música pop eletrônica, em uma época que os recursos não eram tão abrangentes, mas a criatividade sim.

https://youtu.be/PTuaWSfwnj8?list=PL5ec5S7s3oLBT1_ER0PSHoSUbnujA3MYC

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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