Para os que respiram música assim como nós


Resenha: Bananas (2003)

Álbum de Deep Purple

Acessos: 237


Um dos melhores da fase pós-Blackmore

Autor: André Luiz Paiz

26/06/2020

"Bananas", com seu título e capa estranhos, mostra um novo Deep Purple, agora também sem Jon Lord nos teclados. Essa nova faceta da banda surgiu com a troca de guitarristas lá em Purpendicular, já que Steve Morse e Ritchie Blackmore soam completamente diferentes. Agora, com Don Airey também integrante, soaram livres, leves e soltos.

Ainda sobre "Purpendicular", dali em diante já não dá mais para comparar o Purple com a banda que foi no passado. A sonoridade mudou completamente, agradando alguns e desagradando outros. Mas uma coisa é certa, são excelentes músicos e há muita coisa boa que se tira destes trabalhos mais recentes. E com "Bananas", conseguiram pegar a proposta atual e entregar um trabalho bastante atrativo, bem produzido e com ótimas canções.

São doze faixas. Um número que considero alto. Uma delas é uma música linda e mais curta feita por Steve Morse em homenagem ao triste fim da Space Shuttle Columbia. Um belo e emocionante réquiem instrumental. O disco possui faixas que trazem a essência daquele rock mais direto do passado, caso da ótima "House Of Pain", de "Razzle Dazzle" e de "Bananas". "Doing it Tonight" me lembrou os primeiros discos da banda, época que nem Gillan fazia parte. O peso também está presente nas faixas "Sun Goes Down" - destaque, "Silver Tongue" e "Picture of Innocente", que cresce de maneira bem efetiva. Por fim, destaco também as belas baladas "Haunted", "Walk On" - mais blues, e "Never A Word" - de extremo bom gosto.

Lançado cinco anos após "Abandon", percebe-se nitidamente que a banda caprichou na composição do material. Ouvindo "Bananas" sem qualquer comparação com o Purple dos anos setenta, considero-o um disco excelente. É só colocar pra tocar e se divertir.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Compartilhe:

Comente: