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Resenha: Destiny (2014)

Álbum de Peter Matuchniak

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Para quem se interessa igualmente em jazz, soft rock e rock progressivo

Por: Tiago Meneses

23/06/2020

Apesar de uma pouca popularidade, não há porque negar que o guitarrista e compositor estadunidense Peter Matuchniak não se trata de um grande talento. Se o seu disco solo de estreia deixou uma boa impressão, em Destiny não é diferente. Novamente o músico adiciona tendências progressivas em um estilo bem versátil, complementando sempre com a magia de sua guitarra. Ao ouvir algumas linhas de guitarra criadas por Peter, nota-se que ele adota uma abordagem mais tradicional, sendo influenciado por nomes como Steve Hackett, David Gilmour entra outros. 

Novamente, ao contrário do que podemos encontrar em suas bandas, Peter não apresenta um estilo de música que figura entre os mais complexos, mas complexidade nunca foi uma meta a ser alcançada “por si só”, é bom quando é a consequência natural da composição, e não é algo esperado em todos os álbuns. Em Destiny é combinado estilos diferentes como progressivo, blues, rock, soft jazz e algumas linhas vocais pop, porém, apesar de tanta mistura tudo soa bastante coerente. 

Mesmo sem mencionar todas as faixas desta vez, algumas certamente merecem destaque, começando pela faixa título, “Destiny”. Apresenta um trabalho de guitarra incrível durante os intervalos instrumentais e uma ótima mistura entre o pop e o progressivo. “Product” é um míni épico de oito minutos que traz um trabalho vocal e piano maravilhosos, linhas de guitarras cativantes, mas o destaque fica principalmente na seção de encerramento, com Natalie oferecendo um refrão que lembra Claire Torry em Dark Side of the Moon. 

“Spies” é um dos momentos do disco que merecem se escutado com total atenção. Possui uma atmosfera jazzística e um vocal maravilhoso de Natalie Azerad – como sempre. Como uma dica valiosa, é sempre bom ouvir ela com a faixa anteriormente mencionada, pois elas funcionam muito bem juntas. Outro momento sensacional é a faixa de encerramento, “Victory”, música muito bem elaborada, com seções de teclados surpreendentemente complexos que rompem completamente com a natureza melódica que o disco apresentou até chegar aqui. Uma faixa com mudanças interessantes e essência absolutamente eclética, sensacional. 

Um motivo claro faz com que eu não veja a necessidade de comentar sobre todas as faixas do disco, não iria falar nada diferente do que falei sobre as citadas. Mas além das belas músicas, há algo que também deve ser mencionado, sua produção primitiva – que eu acho ótima – e a capacidade de todos os membros da banda em criar de forma brilhante uma atmosfera melódica e onírica do começo ao fim do disco, exceto na mencionada “Victory”, onde nesse caso eles foram muito além disso.

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