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Resenha: McCartney (1970)

Álbum de Paul McCartney

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O álbum que decretou o fim dos Beatles

Autor: André Luiz Paiz

21/08/2017

Em 1969, após o lançamento de "Abbey Road", os Beatles já estavam praticamente separados. Brigas, desentendimentos, diferenças musicais e a falta de interesse de alguns integrantes, principalmente John Lennon, criaram feridas enormes, impossíveis de cicatrizar. Apesar de parecer uma situação tão iminente, por questões contratuais, nada havia sido confirmado. Afastado destes problemas e cansado das brigas, Paul se trancou em casa, ligou um pequeno gravador de quatro canais, pegou algumas novas ideias e algumas rejeitadas pelos demais Beatles em sessões anteriores, e começou a produzir alguns registros. Em 17 Abril do mesmo ano, com o disco pronto, McCartney quebra o silêncio, lança seu novo álbum e se declara fora dos Beatles. O sonho chegava ao fim.

Com o final de uma era, outra se iniciava. "McCartney", que é o título do álbum em questão, mostra um lado intimista de Paul McCartney, com algo que nos aproxima dele e nos permite sentir as frustrações que enfrentava. O trabalho possui pérolas como "Every Night", "Junk" e "Maybe I'm Amazed", esta última um dos maiores clássicos de Paul. O álbum também recebeu diversas críticas relacionadas à produção, por muitos considerada "caseira". Também possui algumas faixas experimentais, que causam certa estranheza, e algumas faixas bonitinhas como: "Hot as Sun/Glasses", "Man We Was Lonely", e a rejeitada pelos Beatles: "Teddy Boy".

Diante das críticas e dos problemas contratuais relacionados à sua antiga banda, Paul viria a se afastar novamente após o lançamento do álbum, com sua família para uma fazenda na Escócia, de onde retornaria renovado e pronto para produzir seu próximo álbum, o espetacular: "Ram".

Curioso em conhecer a carreira de Paul? Comece por este trabalho e encante-se de imediato com "The Lovely Linda".

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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