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Resenha: Recreational Love (2015)

Álbum de The Bird And The Bee

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Uma fofura pop

Autor: Roberto Rillo Bíscaro

08/06/2020

Greg Kurstin é produtor requisitado/premiado, então, todo mundo quer trabalhar com ele: Lana del Rey, Sia, Billy Idol, Lily Allen são fração dos produzidos. Inara George vive ocupada com projetos múltiplos e a família. Por isso, The Bird and The Bee (TBATB), a dupla de indie pop formada pelos 2, grava tão esporadicamente. 

Após lançarem Interpreting the Masters Volume 1: A Tribute to Daryl Hall and John Oates a dupla ficou silente por cinco anos, até que em julho de 2015, saiu Recreational Love, que traz um (dance) pop básico e bastante influenciado por Hall & Oates e anos 80, sem jamais soar como cópia. As influências estão mais na composição e nos detalhes dos arranjos das 10 canções, perfazendo um CD de menos de 35 minutos.

A elegância deslizante da faixa-título recria Hall & Oates com arranjo esparso e pitadas de soul, virando TBATB e não carbono. Doctor inicia soando como synth pop a la Flock of Seagulls e tem até solo de sax, instrumento-instituição dos 80’s, mas evita a mecanicidade de parte da produção oitentista. Ao invés, é melodia com alma e pegada irresistível pra dançar, com sua ironia pedindo comprimidos ou amor ao médico. TBATB faz pop pra adultos com letras sobre filhos e jovens arrogantes quebrando a cara. Jenny é uma locomotivazinha balançante onde a voz de anjo de Inara fica nervosa! Los Angeles é declaração à cidade-natal com refrão grudento: “living in La, la la la la la”.

Lovey Dovey é pop de ninar que diz tudo no título e encerra um disco curto pela falta de tempo do duo, mas também porque como sabem como e o que dizer, não precisam enrolar.

Pop fofucho cuti cuti.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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