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Resenha: Erotica (1992)

Álbum de Madonna

Pop

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Mudando sem perder a força

Autor: Fábio Arthur

28/05/2020

Madonna é sem sombra de dúvida um ícone mundial. Ao contrário do que muito marmanjo dita, ela sim sabe dançar, cantar e interpreta como ninguém.

Nos anos oitenta ela reinou e começou na década seguinte a estourar de forma por igual. Sim, em 1992, Madonna trazia à tona um álbum peculiar e que acabou sendo muito popular, o disco intitulado de "Erótica". 

Para ajudar ainda mais, os fãs antigos da cantora e os novos aderiram de forma única o novo aparato, e assim, a artista tocou nas rádios de forma bem incisiva. Um disco em que Madonna emplacou logo de cara seis singles. 

Para a loucura dos fãs masculinos e também do público feminino, nessa fase a cantora trouxe à luz do dia um livro nominado de "Sex", do qual o conteúdo mostrava fotos explícitas da artista. 

"Erotica", além de ser o título do álbum, é uma das faixas de destaque, e o trabalho por completo segue na linha dela, ou seja, falando de sexo e erotismo; um álbum conceitual na verdade. A interpretação de Madonna aqui figura de forma muito acima e seu tom de voz está sublime.

Quando lançado, o disco trouxe o selo de advertência aos pais do cunho sexual dos temas e, mesmo assim, o disco ainda se saiu bem. Desde sua arte fenomenal de capa até última faixa, o que temos aqui é um renovo inteligente e acessível em vários níveis e formas.

Bad Girl, Fever, Rain, Deeper and Deeper, In This Light e Secret Garden são algumas das pérolas deste exemplar trabalho.

Madonna acabou fluindo ainda em muitos trabalhos após esse, e a artista só veio titubear um pouco nesse último disco, em que a idade começou a pesar e suas parcerias musicais não foram tão bem aceitas por diversos fatores. Mas trata-se de uma artista completa e o seu legado de décadas mantém o seu mérito.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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