Para os que respiram música assim como nós


Resenha: Three Cheers For Sweet Revenge (2004)

Álbum de My Chemical Romance

Acessos: 276


A primeira de duas obras-primas da banda

Autor: fortheloveofmusic

24/05/2020

O My Chemical Romance já era figurinha carimbada da cena underground dos Estados Unidos, ganhando já algum destaque com seu primeiro disco I Brought You My Bullets You Brought Me Your Love, mas com Three Cheers For Sweet Revenge (parece que a banda tem fetiche com títulos longos né?) a banda ascendeu ao estrelato do rock, sendo considerado por muitas (inclusive eu) a maior banda de rock dos anos 2000, então veremos agora o disco de 2004, faixa por faixa.

1 - Helena: Quase que um hino do movimento emo, todas as características principais do emo punk estão aqui a faixa é instrumentalmente simples, rápida, melódica e EMOcionante, o refrão é mais lento comparado ao verso mostrando a habilidade da banda em escrever linhas melódicas cheias de emoção. A letra é dedicada a Elena Lee Rush, avó do vocalista Gerard Way e do baixista Mikey Way, que faleceu pouco antes do lançamento do álbum, o clipe também é ótimo com 2 ""núcleos"" Gerard como um pastor ou padre em uma igreja realizando um funeral, Gerard junto de bailarinos dançando e a banda tocando, os 3 núcleos se juntam na cena final do clipe onde a banda carrega um caixão descendo uma escada com os bailarinos dançando com guarda-chuvas ao lado, uma ótima faixa, apesar de ser muito emo
2 - Give 'Em Hell, Kid: A faixa já começa furiosa com um riff de baixo e um loop de guitarra, os vocais no verso usam um efeito e o refrão é super melódico, a faixa não tem frescura, é veloz até dizer chega, apesar da linha melódica da música ser ""bem pop"", uma ótima faixa
3 - To The End: A música começa com uma guitarra e uma voz quase falada que explode no refrão melódico e emo, com os versos lembrando a intro e sinceramente o pré-refrão é bem melhor que o refrão em si "And if you marry me would you burry me, would you carry me to the end" uma boa faixa mas inferior ao resto do álbum, mas o solo é ótimo, um dos melhores da banda, mostrando toda a técnica do guitarrista Ray Toro
4 - You Know What They Do To Guys Like Us In Prison: Uma das minhas favoritas, a intro é cadenciada, mas explode num refrão agressivo e punk demais, com a clássico Tremollo Picking da banda no verso com Gerard contriubuindo com a agressividade com vocais cheios de drive apesar de alguns momentos melódicos, o solo tem tanto wah que poderia estar em qualquer disco do Metallica, curta e furiosa define
5 - I'm Not Okay (I Promise): A música que lançou a banda estrelato com seu lendário e engraçado vídeo-clipe numa escola, o verso é um dos poucos momentos onde Mikey brilha com sua palhetada cadenciada no baixo, ela é menos punk que as outras, o destaque fica pra bela melodia da música que é extremamente bem feita, com as guitarras e a voz trabalhando incrivelmente bem juntas, uma ótima faixa que dá a calmaria antes da tempestade pra te atingir com a sofrência da próxima faixa
6 - The Ghost Of You: A faixa começa com guitarras limpas, um tom bem semelhante as guitarras hollow body (que aparecem no sensacional vídeo-clipe) o refrão arrepia com a chorosidade dos vocais (eu estou tendo constantes arrepios escrevendo essa resenha) Essa música é o sofrimento puro, digna da banda mais influente do emo (apesar de ainda haver um debate em qual gênero musical a banda se encaixa) 
7 - The Jetset Life Is Gonna Kill You:  Um órgão cria com somente um acorde dá o tom, a bateria cavalgante dos versos, o refrão tem vocais furiosos com um ótimo riff das guitarras (para uma banda emo o MCR é incrivelmente pesado, em especial nesse álbum) uma ótima faixa, com uma ótima e melodiosa ponte, uma ótima faixa, com ótimos riffs
8 - Interlude: por quê!?
9 - Thank You For The Venom:  A música abre furiosa com o melhor riff que a banda já fez, a música não para um segundo, a música te faz sentir quase como um psicopata, com sua rápida linha melódica que explode no refrão com uma bela melodia, com várias influências de metal, a faixa é ótima e quebra a cara de qualquer tiozão fã de Iron Maiden que tem preconceito com a banda, o ótimo solo dá numa ponte limpa (coisa quase onipresente no álbum) que explode nos 2 últimos refrões, o último deles ganha destaque pelo seus backing vocals que ajudam na ambientação da música, a minha música favorita da banda
10 - Hang 'Em High: Quem diria, música de cowboy numa música emo, com uma ótima melodia e ótimas guitarras, é rápida de forma quase exagerada, que explode no ótimo refrão, é uma música que somente escrevendo sobre ela lembrei o quão incrível é
11 - It's Not A Fashion Estatement It's A Deathwish:  O ínicio do riff lembra I'm Not Okay, mas só o comecinho mesmo, a faixa tem uma ótima melodia, Gerard é um ótimo vocalista, as guitarras são ótimas, em comparação ao resto do álbum, essa faixa é mais pra cima, com um punk pra pirar na roda e talvez até dançar com suas ótimas guitarras meio groovadas, o refrão é fraco, a faixa funciona bem como um total, suas partes individualmente não são realmente impressionantes, mas funcionam de forma ótima numa coesão que é essa ótima faixa
12 - Cemetery Drive: A faixa começa cadenciada, com uma ótima bateria e lindos vocais, que explodem no melodioso e emo refrão com ótimas guitarras, a faixa é essencial pra compreender a história do álbum (da qual não vale comentar aqui) com um bom trabalho de bateria (Bob Bryar não é nada de excepcional). Um clássico pra banda
13 - I Never Told You What I Do For Living: O verso consegue ser cadenciado e rápido ao mesmo tempo, a melodia é muito boa, de novo, ótimas guitarras que trabalham junto com os vocais de Gerard, Uma grande característica desse disco é quando você acha que uma faixa tá começando a ser repetitiva e entendiante a banda acha um jeito de a tornar interessante de novo, aqui isso se dá um momento de peso combinando com os drives furiosos de Gerard, a faixa encerra de forma ótima o disco

Three Cheers levou o MCR ao estrelato e isso é explicável com um disco que nunca se torna chato ou desinteressante, eu comentarei levemente sobre a história, que conta sobre um homem que deve matar 1000 homens pra reviver sua esposa, isso explica a quantidade de referências a sangue, morte e armas, a história é influenciada por filmes trash dos anos 80 e HQs indie. Um ótimo disco que pôs o MCR como a maior banda da época

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Compartilhe:

Comente: