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Resenha: Wormwood (2009)

Álbum de Marduk

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Mantendo-se no auge

Autor: Fábio Arthur

21/05/2020

Não é uma tarefa fácil para um grupo de metal extremo coexistir com inúmeras vertentes metálicas, mas o Marduk concebeu seu trabalho de forma que não fossem prejudicados e, muito pelo contrário, eles chegaram ao ponto em que são idolatrados em vários países.

A banda obteve uma evolução perfeita e transitou por sob o metal pesado com abordagens mais construtivas e suas letras passaram a ter um conteúdo mergulhado em fontes realistas.

A produção de Black Metal geralmente tende em ser muito suja e obscura, mas, em se tratando de propagar a música e obter um nível melhorado para audição dos fãs, os grupos partiram da evolução constante o que se vê cada vez mais são álbuns editados com qualidade e no entanto sem perder o peso habitual.

"Wormwood" marca o décimo primeiro álbum do Marduk e, antes de ser lançado em mídia física em 2009, o mesmo acabou sendo disponibilizado em download oficial em uma plataforma do grupo. 

A banda logo em seguida rumou para uma tour mundial e foi nesse período a entrada do baterista Lars no grupo, hoje ele não está mais com a banda devido a problemas físicos, mas o músico desempenhou um trabalho de ponta nas faixas do disco.

Em "Nowhere, No-One, Nothing" podemos sentir de cara algumas mudanças, o som mais maduro e sua profunda desenvoltura nas linhas musicais, trazem à tona um deleite com vocais bem profundos em uma interpretação audaciosa. Ao que se segue, "Funeral Dawn" se arrasta com um timbre de guitarra sufocante e sua cadência anuncia um experimento bem único e que culmina em vocalizações abafadas e sofridas, além da bateria marcada marretando compasso por compasso. "Into Utter Madness" é mais um ponto positivo dentro do álbum e juntamente com ela podemos destacar também "Phosphorous Redeemer", que mantém a boa qualidade sonora do petardo. E o álbum continua mostrando qualidade e sonoridades peculiares em meio suas letras fortes e absolutas. 

O Marduk não deixou de ser uma banda relevante desde o ano de 2004 e até hoje, a cada trabalho, a banda mantém sua fonte de ricas composições e elementos. 

Esse disco acaba sendo bem diferente de seus antecessores, mas é inegável a constituição perfeita dentro do apresentado, sem qualquer dúvida.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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