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Resenha: Hyperion (2018)

Álbum de St. Lucia

Pop

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Para além dos anos oitenta?

Autor: Roberto Rillo Bíscaro

21/05/2020

Dia 21 de setembro, de 2018, saiu Hyperion, novamente com texturas luxuosas, mesclando elementos que não necessariamente caminhavam juntos nos anos 80. Em Walking Away, teclado grave e algo lúgubre coexiste com a aguda guitarra funkeada à Nile Rodgers. Em Gun, o St. Lucia faz quase um synth-AOR: é um clima bem powerpop, daqueles roqueiros, quase, cujo refrão soaria ótimo para uma trilha de comercial dos cigarros Hollywood, nos 80’s. Na calma Next To You, a batida é de bossa-nova.

Nesse álbum, percebe-se a procura por caminhos além-anos 80. Na catártica Paradise Is Waiting, o sul-africano lança mão da mesma batida e coro gospel que George Michael usou em Freedom, levando a um clima início dos anos 90. A deliciosamente pulante China Shop sintetiza elementos de música chinesa, com vocal que remete ao de Morten Harket e, mais para o fim, encaixar-se-ia tranquilamente num dos álbuns do Pet Shop Boys, da primeira metade dos 90’s. Nos seis minutos da derradeira You Should Know Better, o pop não se torna inacessível, mas há menos preocupação em melodia instantaneamente fácil.

Fica-se curioso pela trilha escolhida para o próximo álbum.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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