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Resenha: "The Eye" (1990)

Álbum de King Diamond

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Uma obra impecável

Por: Fábio Arthur

15/05/2020

King Diamond é de fato um artista seminal para com a vertente Heavy Metal, e sua maior importância vem do original, entoando um estilo único de voz e seu nível extremamente vigoroso em conceber suas letras. 

Em "The Eye" nós temos o término da primeira fase - gloriosa - da carreira do mestre King Diamond e este disco traz sua temática do ponto de vista do narrador. A abordagem  do conteúdo vem sob ótica da insana obsessão da Igreja Católica em perseguições para com supostas bruxas e até mesmo estupro de freiras, e assim, um personagem central encontra uma espécie de colar em que o mesmo, através deste, consegue ser testemunha de casos ocorridos no passado; o tal colar é denominado de "O Olho".  O tema do álbum se desenvolve durante a Revolução Francesa e a qualidade do trabalho literal é impressionante e soa em perfeito andamento com as melodias e andamentos musicais. É importante ressaltar que os fatos relatados em boa parte das letras é verídico, base histórica em vários elementos da obra.

Nesse disco, lançado no ano de 1990, King Diamond traz faixas menos complexas que em seu disco antecessor e consegue impor de forma única seu estilo perfeito, regado em faixas muito sóbrias e de durações menores também. A produção vem como a um trio, King Diamond, Andy La Roque e Roberto Falcão e o material saiu muito bem constituído, a ambientação no instrumental denota um ar sublime e impulsiona o ouvinte de forma voraz.

King, entoa neste trabalho um desenvolvimento vocal que tece a linha entre os médios e os graves, não deixando os agudos de outrora. No entanto, o vocalista consegue envolver essa forma de vocalização entre os acordes e que acabam soando mais próximos do trabalho como um todo. São elementos necessários para o ar sombrio e soturno dos elementos agrupados no disco.

A qualidade musical em "The Eye" é explorada absurdamente com entonações regidas por riffs supremos e contendo pontes e refrãos de alto bom gosto. O teclado de Roberto Falcão surge elementar com as fluências notórias de La Roque e assim com restante do grupo. 

A obra impõe composições férteis e favoráveis a um montante imortalizado de canções nobres, "Eye of the Witch", "The Trial", "Burn", "Father Picard", "Behind This Walls", "The Meetings", entre outras passagens supremas e convertidas em clássicos atemporais. 

Com esse trabalho, King, fecha um ciclo precioso e que culmina com uma obra intensa e bem colocada. Esse tem o mérito e toda menção de bom grado possível. Mais um fator, a arte do álbum é demasiadamente rica em seu proposto e traz a nuance do conteúdo estampada.

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