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Resenha: Walkin' the Razor's Edge (1984)

Álbum de Helix

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Invasão Hard

Autor: Fábio Arthur

13/05/2020

Em seu quarto álbum, o grupo canadense Helix veio com todo aparato para se firmar sobre a mídia musical. Em "Walki'n the Razors Edge", temos a evidência de uma nivelação acertada e coerente. Não que os demais trabalhos fossem desiguais, no entanto, nesse disco de 1984 e lançado pela Capitol, o Helix se acertou de forma única e convidativa. A essência Heavy com Hard deu caminho a níveis mais maduros em composições mais sóbrias; enfim um desfecho contemplativo.

A banda chegou na posição de 69 na Billboard e no Canadá em 27º, o que acaba sendo promissor devido as inúmeras concorrências de época, tanto no rock quanto no Pop e afins. Ou seja, uma vitória acertada.

A banda aqui também obteve sua primeira grande tour ao lado de bandas consagradas e também conheceu o lado ruim da fama, drogas e cansaço excessivo. A massa de público foi atingida via MTV e, com dois deles nas paradas, foi fácil chegar ao ponto certo. Inclusive, em um destes vídeos, obtiveram versões censuradas e até mesmo a presença da atriz de filmes pornográficos, Traci Lords. 

A banda soa muito bem aqui. O vocal sugere algo ríspido com bom tom ao Hard e os riffs são bem estruturados.  "Rock You" tocou até ser exaustiva nas rádios e MTV. A faixa curta e bem direcionada tem o poder de alinhar um refrão simples, mas que surge poderoso perante o seguimento da canção. "Young and Wreckless" segue o disco com boa ênfase rocker e detém som de guitarras fluindo e não deixa a qualidade cair. "Feel the Fire" deve ser conferida e com satisfação. A cover "Gime Gimme Good Lovi'n" também traz algo bem interessante e marca seu território como um dos pontos altos do disco. "My Kind of Rock" chega como outro ponto de adoração do álbum, e lá pelo finalzinho, "Six Strings Nine Lives" chega com mais riffs e arranjos bem qualitativos. 

Esse disco eu comprei ele conhecer os antecessores na época, era lá por final de 85. A história do compre tudo que sair e faça sua coleção. O ponto é que, nós anos 80, não tinha como errar pois tudo era bem requisitado e tinha qualidade bem avaliada e acima de média. 

Confira!

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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