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Resenha: Trouble (1978)

Álbum de Whitesnake

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Causando impacto

Por: Fábio Arthur

11/05/2020

David Coverdale trouxe a música de qualidade e sua influência para sua banda, o Whitesnake. Os trabalhos inicias da banda soam sólidos e de uma voracidade musical evolutiva. Após dois trabalhos solos, um deles chamado de "White Snake", Coverdale adotaria o nome de seu novo grupo e assim traria aquela veia Hard Rock mais firme que ele iniciaria lá atrás com o Purple de "Burn". 

"Trouble" nasceu com uma projeção firme, com propósitos ajustados e canções aflorando musicalidade intensa. O disco acabou saindo após um pequeno EP, o que resultou para o grupo cair na graça dos executivos e dos fãs de Rock em geral. 

A banda é acima da competência. Cada nota, cada estrutura e cada frase, detém o melhor impacto possível. Bernie Marsden, Micky Moody, Jon Lord, Neil Murray e Dave Dowle, além obviamente do mestre Coverdale. 

O álbum saiu com duas artes diferentes, mas ambas são encontradas até hoje em versões remasterizadas e muitas das vezes com bônus.

A voz de Coverdale aqui nos traz um parâmetro mais intenso, aquele David do Deep Purple com vocais firmes ainda se exibia nessa fase, mas com mais punch e agudos de que outrora, o que de fato faz do disco um deleite e ampliou a qualidade do material em demasia. 

O disco traz de cara uma avalanche sonora. Assim que a bolacha começa a rodar, a empolgante "Take Me With You" arrasa de forma única, bem Speed e bem rocker, pesadona. Um dos pontos altos fica na sequência "Love to Keep You Warm". Que faixa e que som. Balanço entre melodia e um refrão belíssimo. "Day Tripper", releitura dos The Beatles, ouça a marcação de bateria de Dowle e os backing vocals, além da suprema interpretação de David. Difícil fazer releituras, mas aqui acabou ficando perfeita. "The Time is Right for Love", maravilhosa faixa e bem cuidada nos detalhes. "Trouble" emociona de fato, molda a melodia com Jon Lord fulminando seu instrumento. A canção anida traz uma linha forte de baixo, além da interpretação de David. "Belgian Tom's" é uma aula musical e "Don't Mess with Me" encerra com impacto enérgico e emocionante.

Esse é um disco de estreia ambicioso e registra a força de uma banda para lá de musical. Puramente uma obra de arte.

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