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Resenha: Solitude In Madness (2020)

Álbum de Vader

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Curto e grosso!

Por: Diógenes Ferreira

06/05/2020

Eis que uma das minhas bandas favoritas e das mais destruidoras do Death Metal está soltando mais um petardo. Trata-se de Solitude in Madness (2020), um álbum direto, curto e grosso, com faixas na média de 2 ou 3 minutos, de forma rasteira, para não deixar pedra sobre pedra e apertar o ‘repeat’ em seguida para ouvir tudo novamente. 

A paulada já começa com “Shock and Awe” indo direto ao ponto, seguida de “Into Oblivion” que possui clipe avassalador e segue a porradaria com “Despair” com apenas 1 minuto e 20 cirúrgicos, “Incineration of The Gods” com os bumbos comendo solto, “Sanctification Denied” com guitarras gritantes como sirenes, “And Satan Wept” numa pegada esmagadora, “Emptiness” que vem cheia de melodias e variações num curto tempo. O álbum segue com a pedrada “Final Declaration” que irá quebrar pescoços, “Dancing in The Slaughterhouse” que vem mais violenta ainda beirando o Grind, “Stigma of Divinity” que é a própria destruição na terra, com uma bateria desumana e “Bones” que fecha o álbum desacelerando um pouco o caos gerado durante toda a audição, ainda que no finalzinho o negócio acelera novamente de forma nervosa para não descansar por completo. 

É com satisfação que vejo uma banda que respeito tanto como o Vader gravando outro disco tão espetacular na carreira. Não é segredo para ninguém que me conhece o quanto sou fissurado em álbuns como Revelations (2002) que considero um dos melhores álbuns de Death Metal da história, além de Black to The Blind de 1997, The Beast (2004), enfim, o que não falta na discografia da banda são discos fenomenais. 

Nosso guerreiro Peter (Piotr Wiwczarek) - vocals/guitars, mesmo não tendo mais a companhia de seu fiél parceiro Doc (Krzysztof Raczkowski) - drums, que faleceu em 2005 de complicações cardíacas, mas vem mostrando ao longo dos anos que ainda consegue levar adiante com força total essa entidade polonesa que é o Vader no cenário Death Metal. Hoje contando com Spider (Marek Pajak) - guitars, Tomasz Halicki – bass e James Stewart – drums, o Vader ainda potencializa toda a fúria contida no característico Death Metal feito no leste Europeu e consegue parir um álbum tão destroçante como esse. E tão direto e objetivo quanto esse álbum, é essa resenha que não tem que ficar aqui enrolando com palavras, apenas ouça!


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