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Resenha: In Sorte Diaboli (2007)

Álbum de Dimmu Borgir

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Nova geração do Black Metal

Por: Fábio Arthur

01/05/2020

Na época em que o Dimmu Borgir se tornou parte do mainstream, a banda dividiu opiniões. Se por um lado os fãs de Black Metal torciam o nariz para o grupo, alguns jovens idolatravam. O fato é que o Dimmu Borgir não soava como o Gorgoroth por exemplo, e isso deixava muitos descontentes, acusando o grupo de vendido. 

O álbum, denominado de "In Sorte Diaboli", acabou sendo conceitual e marca o oitavo disco da banda. Um trabalho que manteve a sua dignidade e fluiu de forma certeira entre os meios de comunicações, arrecadando frutos. 

Para o disco e seu pomposo lançamento, a gravadora Nuclear Blast elaborou um site somente para o álbum; tudo para embalar o Dimmu ao extremo topo.

O disco traz uma estória, sobre um padre que tem dúvidas quanto sua própria fé, e ele então acaba sendo deixado de lado e o anticristo toma conta do mesmo. Assim, esse sacerdote percebe que sua condição verte para o lado oposto, no caso o obscuro e sombrio. 

A produção mudou a veia Black Metal extrema, geralmente se valendo de um som mais sujo, mas aqui o que ocorre é que a banda necessitava de espaço para divulgação e de vídeos para movimentar sua carreira, e sem uma produção notória não teriam exito necessário. Frederik Nordström foi o encarregado de cuidar da base toda. O que vejo na obra é algo bem forte em todos os termos, sejam eles musicais e/ou de letras, porém um pecado foi acometido aqui, que seria a bateria, apesar de perfeita, toda composta e gravada pelo músico Hellhammer do Mayhem, a mesma carrega algo não muito estrondoso em termos dos sons. O bumbo segue como deve, com um som menos amplos, porém nos tons a coisa deixa em desejar, sem a tal amplitude necessária para alavancar as pegadas intensas do grande Hellhammer. Enfim, tudo isso logicamente não desmerece o álbum, mas poderia ser melhor. 

O disco foi bem na Finlândia, Noruega e Suécia, e logicamente vendeu bem em outros países. Joachim Luetke foi responsável pela arte do petardo e ela ilustra bem o conteúdo do disco e faz menção para com a simbologia oculta; o que deixou muitos incomodados. 

Em "In Sorte Diaboli" as faixas são bem evolutivas. "The Serpentine Offering", "The Chosen Legacy", "The Cospiracy Unfold", "The Sacrilegious Scorn" e "The Fudamental Alienation" são ótimas peças, todas mantendo um padrão de um Black Metal Sinfônico muito bem quisto. A qualidade de vozes e de melodias são inúmeras e plausíveis. 

Demorei para gostar deste disco, ele soava muito limpinho, muito moderno para meu gosto, mas após eu acabar comprando o "Stormblast" (antecessor), a segunda versão, resolvi investir tempos sob esse e dissecá-lo de forma incisiva. De fato, não o comparo a um Black Metal raiz e sim como álbum com elementos de vertente, mas de qualidade diferenciada.

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