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Resenha: Strange Days (1967)

Álbum de The Doors

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"Só os surdos vão ficar parados!"

Por: Maik Antunes

29/04/2020

Mesmo sendo, em boa parte, composto por faixas não inclusas no estrondoso disco de estreia – o autointitulado "The Doors" (1967) –, "Strange Days", ao manter praticamente aquela mesma atmosfera sonora, provava que os Doors ainda tinham muito o que mostrar.

Lançado em Outubro de 1967, o álbum – bem como suas próprias execuções ao vivo – acabava não só reafirmando a banda enquanto a mais nova e – "lisérgica"! – sensação do momento, como também estampava, em Jim Morrison, a poderosa marca de "sex symbol", condição da qual jamais se livraria.

E para quem, àquela altura, esperava por algo tão estimulante quanto "Light My Fire", a igualmente imperativa e arrebatadora "Love Me Two Times" surgia com a mesma garra e com a mesma eficácia radiofônica.

Por sua vez, a estranha, porém fascinante, paixão de Morrison pelo "Fim" – já evidenciada em "The End" – agora se renovava na não menos esplêndida e poderosa "When The Music's Over".

E, para além de "Moonlight Drive" (com Robby Krieger arrancando "gemidos" quase indescritíveis de sua guitarra), outros destaques ficam por conta:

•	da faixa título "Strange Days" (com a bateria marcante de John Densmore);

•	a extasiante "You're Lost Little Girl" (com Ray Manzarek imprimindo, em seus teclados, os mais "inebriantes" dedilhados ao lado do baixista eventual Douglas Lubahn, que simplesmente rouba a cena!) e, dentre outras:

•	a irresistível "People Are Strange", diante da qual... só os surdos vão ficar parados!

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